O QUE É LITURGIA ?

 

        Liturgia não é apenas uma encenação da vida, paixão, morte e ressurreição de um tal de Jesus de Nazaré. Liturgia não é cerimônia, nem folclore muito menos patrimônio cultural da sociedade.

        Sempre iniciamos as nossas celebrações com o sinal-da-cruz, pois na Liturgia o Pai realiza o "mistério de sua vontade" entregando seu Filho bem-amado e seu Espírito para a salvação do mundo e para a glória de seu nome.

        No Egito, na antiguidade, Deus passou no meio do povo e libertou-o. Há dois mil anos, Deus se fez homem em Jesus Cristo que pregou definitivamente consigo na cruz todos nossos pecados e nos libertou da morte.

Deus passa no meio de nós pela liturgia. Páscoa significa passagem. Liturgia é Páscoa!

        A palavra "liturgia" significa originalmente "obra pública", "serviço da parte do povo e em favor do povo". Na tradição cristã, ele quer significar que o povo de Deus torna parte na "obra de Deus". Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.

 


 

A LITURGIA: OBRA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

        "Na liturgia da Igreja, Deus Pai é bendito e adorado como a fonte de todas as bênçãos da criação e da salvação, com as quais nos abençoou em seu Filho, para dar-nos o Espírito da adoção filial."

        "A obra de Cristo na liturgia é sacramental porque seu mistério de salvação se torna presente nela mediante o poder de seu Espírito Santo; porque seu corpo, que é a Igreja, é como que o sacramento (sinal e instrumento) no qual o Espírito Santo dispensa o mistério da salvação; porque por meio de suas ações litúrgicas a Igreja peregrina já participa, por antecipação, da liturgia celeste."

        "A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembléia para encontrar-se com Cristo; recordar e manifestar Cristo à fé da assembléia; tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo por seu poder transformador e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja."

        A Missa é uma reunião da grande família de Deus, que agradece e louva ao Senhor, pede perdão por seus pecados e se alimenta com o corpo de Jesus, que nos revigora e dá forças ao Espírito para levarmos avante a nossa missão de católicos.

        A Missa é dividida em partes: Entrada, Saudação, Ato Penitencial, Glória, Leituras, Homília, Oração dos fiéis, Ofertório, Oração Eucarística, Pai Nosso, Oração pela Igreja, Saudação da Paz, Cordeiro de Deus, Comunhão, Ação de Graças e Despedida.

 


 

ESQUEMA DO ANO LITÚRGICO

 

        O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento (preparação para o Natal) e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.

 

Ciclo do Natal

Advento: Inicia-se o Ano Litúrgico.

        Compôe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada para receber Jesus.
Natal: Inicia-se dia 25 de Dezembro
        É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.

Epifania: É celebrada no domingo seguinte ao natal e dura 3 semanas. É uma festa que lembra a manifestação de Jesus como Filho de Deus. No ciclo de Natal também são celebradas as festas da Apresentação do Senhor no dia 02 de fevereiro, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus e do Batismo de Jesus.

 

Tempo Comum - 1º Parte

        Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.

 

Ciclo da Páscoa

Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.

Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes.

Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.

 

Tempo Comum - 2º Parte

        Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento. Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus. "O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132).

 


 

POSIÇÕES DO CORPO

 

        A religião assume o homem todo, como ele é: corpo e alma. A Graça não destrói a natureza humana, mas a completa e aperfeiçoa. Por isso, rezamos com o corpo também, dizendo palavras e fazendo gestos. A Missa é o louvor visível do Povo de Deus. Vejamos o significado dos gestos:

Sentado: É uma posição cômoda que favorece a catequese, boa para a gente ouvir as Leituras, a homilia e meditar. É a atitude de quem fica à vontade e ouve com satisfação, sem pressa de sair.

De Pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito, tendo muita consideração pela pessoa que fala. Indica prontidão e disposição do "orante". A Bíblia diz: "Quando vos puserdes em pé para orar, (...)" (Mc 11,25). Falando dos bem-aventurados, João vê uma multidão, de vestes brancas, "de pé, diante do Cordeiro", que é Jesus (Ap 7,9).

De Joelhos: Posição comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Significa adoração a Deus. São Paulo diz: "Ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra" (Fl 2,10). Rezar de joelhos é mais comum nas orações individuais. "Pedro, tendo mandado sair todos, pôs-se de joelhos para orar" (At 9,40)

Genuflexão: É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existe o sacrário. Também fazemos genuflexão diante do crucifixo na Sexta-Feira Santa, em sinal de adoração. (Não é adoração à Cruz, mas a Jesus que nela foi pregado).

Inclinação: Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito. É também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar a cabeça para receber a bênção solene.

Mãos Levantadas: É atitude dos "orantes". Significa súplica e entrega a Deus. É o gesto aconselhado por Paulo a Timóteo: "Quero, pois, que os homens orem em qualquer lugar, levantando ao céu as mãos puras, sem ira e sem contendas" (1 Tm, 2,8)

Mãos Juntas: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É atitude de profunda piedade.

Prostração: Gesto muito antigo, bem a gosto dos orientais. Estes se prostravam com o rosto na terra para orar. Assim fez Jesus no Horto das Oliveiras. Hoje essa atitude é própria de quem  se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida nova e uma nova missão.

Silêncio: O silêncio tem seu valor na oração. Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. "O Senhor fala no silêncio do coração". É oportuno fazer silêncio depois das Leituras, da homilia e da Comunhão, para interiorizar o que o Senhor disse. Meditar é também uma forma de participar. Uma Missa que não tivesse nenhum momento de silêncio, seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.

 


 

CORES LITÚRGICAS

 

        As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas "cores litúrgicas". Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo interior aderiram a este costume.

 

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Branco
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   Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

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Vermelho
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   Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.

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Verde
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   Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.

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Roxo
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   Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.

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Preto
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   É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.

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Rosa
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   O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).

 


 

OBJETOS LITÚRGICOS

 

Altar Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.

Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.

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Patena: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.

Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.

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Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.

Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.

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Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.

Lecionários: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário ferial (leituras da semana); lecionário santoral (leitura dos santos), lecionário dominical (leituras do Domingo).

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Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.

Missal: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.

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Ssngüíneo: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.

Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.

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Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa.

Ambão: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.

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Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.

Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

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Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.

 

 

 

Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.

Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.

Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.

Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.

Bacia: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.

Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.

Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.

Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.

Caldeirinha: Vasilha de água-benta.

Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.

Castiçais: Suportes para as velas.

Cadeira do Celebrante: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.

Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.

Colherinha: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.

Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.

Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.

Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.

Cruz Peitoral: Crucifixo dos bispos.

Esculturas: Exitem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.

Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.

Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.

Hóstia Grande: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.

Jarro: Usado durante a purificação.

Lamparina: É a lâmpada do Santíssimo.

Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

Livros Litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.

Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.

Matraca: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.

Piscina: antigo nome da pia da sacristia.

Píxide: O mesmo que ÂMBULA.

Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.

Purificatório: O mesmo que sanguinho.

Relicário: Onde são guardados as relíquias dos santos.

Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.

Santa Reserva: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.

Tabernáculo: O mesmo que SACRÁRIO.

Véu do Cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice.

Véu do Cibório: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.

 


 

VESTES LITÚRGICAS

 

        Na Igreja, que é o corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta diversidade de ministérios se manifesta exteriormente no exercício do culto sagrado pela diversidade das vestes litúrgicas, que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Convém que as vestes litúrgicas contribuam para a beleza da ação sagrada.

 

Túnica ou Alva: Geralmente de cor branca, é a veste dos acólitos e ministros eclesiásticos para as celebrações litúrgicas.

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Casula ou Planeta: Traje usado (sobre a túnica e a estola) pelo sacerdote durante as ações sagradas, geralmente nas Missas, Domingos, solenidades e festas.

Amito: Pano branco que envolve o pescoço do celebrante (veste-se antes da túnica ou da alva).

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Estola: Caracteriza os ministros ordenados. Os diáconos usam no ombro esquerdo, como faixa transversal e pendente sobre os ombros pelos presbíteros e bispos.

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Opa: Roupa usada pelos ministros extraordinários da Eucaristia.

 

Batina: Durante muito tempo foi a roupa oficial dos sacerdotes.

Sobrepeliz: Veste branca usada sobre a batina, para substituir a alva (usada em procissões e na celebração de alguns sacramentos, como a confissão).

Mitra: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos (símbolo do poder espiritual).

Dalmática: É uma roupa que o diácono usa sobre a alva e a estola. É a veste litúrgica superior do diácono.

Capa Pluvial de Asperges ou Magna: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, batismo e bênção do Santíssimo.

Véu de Ombros ou Véu Umeral: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório.

Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.

Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.

Solidéu: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.

Pluvial: Antiga capa de chuva usada pelos sacerdotes durante a procissão.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Canto de Entrada: O objetivo é de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.

Saudação: O padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.

Ato Penitencial: Em uma atividade de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.

Glória: Já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.

Coleta: O Padre coloca todas as intenções, e no final da oração responde com a palavra Amém.

 


 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura: Passagem tirada do Antigo Testamento (que prepara a vida do Messias).

Salmo de Respostas: É um canto ou salmo que ajuda o entendimento da mensagem da primeira leitura.

Segunda Leitura: Passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos.

Nesta hora ouvimos o padre anunciar a mensagem de Jesus. Por isso cantamos "ALELUIA" (alegria).

Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o Reino de Deus.

Homilia: O padre explica as leituras e o Evangelho.

Profissão de Fé: Momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.

Oração dos Fiéis: A comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo.

 


 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

Preparação das Oferendas: Momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.

Oração Eucarística: Momento principal da celebração.

Onde recordamos a morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.

Comunhão: Momento em que vamos à direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e Sangue.

 


 

RITOS FINAIS

 

Avisos: O Padre ou leigo da comunidade informa algum evento ou algo de interesse à comunidade.

Benção: O Padre dá a bênção à comunidade.

Despedida: O Padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo.

 

 

O QUE É BÍBLIA?

 

        É a coleção de livros, proclamados pela Igreja como escritos sob à inspiração do Espírito Santo, que contém a Palavra de Deus. É uma biblioteca de 73 livros de épocas, autores e escritos diferentes. Muito embora a Bíblia tenha sido inspirada pelo Espírito Santo, foi escrita por homens escolhidos por Deus que, com sua cultura, sua época e sua fé, colaboraram para que Deus se revelasse à humanidade.
        Todas as narrações bíblicas foram primeiramente vividas e oralmente transmitidas e só posteriormente escritas. Este período durou aproximadamente 900 anos e tem o nome de Tradição Oral.

 


 

HISTÓRIA DA BÍBLIA

 

        A Bíblia nasceu no meio de um povo do Oriente Médio que morava perto do Mar Mediterrâneo. No tempo de Abraão se chamava Terra de Canaã por causa dos canancus que já moravam naquela terra. No tempo da formação do povo se chamou terra de Israel. Bem mais tarde toda essa região recebeu o nome de Palestina.
        A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950 a.C. O Antigo Testamento (AT) ficou pronto por volta do ano 50 a.C. O Novo Testamento ficou pronto no final do 1º século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente outros 900 anos.
        Nenhum Livro da Bíblia foi escrito com os capítulos numerados. Quem teve a ideia de dividir a Bíblia em capítulos foi Estevan Langton arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de Paris, em 1214 d.C. Em 1551 Robert Etiene. redator e editor em Paris, fez a experiência dividindo o NT da língua grega em versículos.

 


 

AS SETES CHAVES PARA LER

 

        Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia. Você tem Sete Chaves que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de se encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.

        Com as "Sete Chaves" você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

1- Pés: Bem plantados na realidade. Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7).

2- Olhos: Bem abertos. Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la.

3- Ouvidos: Atentos, em alerta. Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4- Coração: Livre para amar. Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

5- Boca: Para anunciar e denunciar. Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu a palavra de Deus e a vida.

6- Cabeça: Para pensar. Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7- Joelhos: Dobrados em oração. Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espíri to Santo para entender.

 


 

QUANTOS LIVROS TEM A BÍBLIA?

 

        Como Livro, a Bíblia é só um grosso volume. A Bíblia é composta por pequenos "livros", isto é, de vários escritos que tratam de diversos temas. Cada tema tratado e escrito constitui um "livro". Desse modo, somando todos os temas escritos, temos na Bíblia 73 livros. A Bíblia é então uma pequena biblioteca. Todo escrito bíblico, mesmo o de poucas páginas, é chamado "livro". Você pode ver em sua Bíblia que há livros maiores e menores. Por exemplo. o livro do profeta Abdias é pequenino, tem só uma folha! E é chamado "livro", isto é, mensagem do profeta Abdias.

        Embora sejam 73 os livros da Bíblia, não tratam eles de 73 assuntos ou temas diferentes. Muitos escritores trataram do mesmo assunto. Por exemplo, os profetas. Eles são muitos na Bíblia; e a mensagem de cada um deles é considerada um livro, embora eles façam basicamente a mesma reflexão crítica sobre a vida, o comportamento e a religião do povo.

 


 

ANTIGO TESTAMENTO

 

- O Pentateuco: São os cinco primeiro livros. Eles contém a LEI DA PRIMEIRA ALIANÇA. São também chamados de TORÁ que quer dizer LEI.São eles: Gênesis, Exodo, Levitico, Números e Deuteronômio.
- Os Livros Históricos: São 16 livros históricos e narram a história da FORMAÇÃO DO POVO, com a vida, os nomes, as lutas e a fé de seus heróis e do próprio povo. São eles: Josué - Juizes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - I Esdras - II Esdras ou Meemias - Tobias - Judite - Ester - I Macabeus e II Macabeus.
- Os Livros Sapienciais: São 7 livros sapienciais. Nestes livros encontramos reflexões e expressões de sabedoria, poesias, cantos, orações, hinos e provérbios, nos quais o povo registra seus sentimentos e expressa sua sabedoria tirada da experiência da vida. São eles: Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes - Cântico dos Cânticos - Sabedoria - Eclesiástico.
- Os Livros Proféticos: São 18 livros proféticos. Estes livros trazem a mensagem, a ação e alguns dados sobre a vida dos profetas. São eles: lsaías - Jeremias - Lamentações - Báruc - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Abdias - Jonas - Miquéias - Naun - Habacuc - Sofonias - Ageu - Zacarias e Malaquias.

 


 

NOVO TESTAMENTO

 

- Os Evangelhos: São 4 os evangelhos. Evangelho é uma palavra da língua grega que significa BOA NOVA ou BOA NOTICIA. São eles: Mateus - Marcos - Lucas - João. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são também chamados de EVANGELHOS SONÓTICOS porque, colocados em colunas paralelas pode-se perceber muita semelhança entre eles Mc.3,14, Mt.10,5, Lc.6,13. Já o estilo evangelho de João difere destes.
- Os Atos dos Apóstolos: Este livro narra sobretudo a reflexão de Lucas sobre os Apóstolos, mas especialmente de Pedro e Paulo. Descreve, também, um pouco da organização e das dificuldades de algumas das primeiras comunidades cristãs e reflete sobre isso com o olhar de Deus.
- As Cartas: São também chamadas de epístolas. São elas: I Romanos - II Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - lI Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filêrnon - Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas e Apocalipse.

 


 

QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?

 

        A Bíblia foi escrita por muitas pessoas. Não foi escrita de uma só vez. Ela traz as experiências da caminhada de um povo, o “povo do Livro”, por isso é a reflexão sobre a vida do homem e a resposta aos problemas existenciais ligando-os a Deus. É a reflexão sobre a vida humana e sobre Deus. O povo escolhido, o povo da Bíblia, discutia suas experiências, obtinha respostas iluminadas pela fé, que depois, ao longo do tempo foram escritas. Deus era sempre a referência, o ponto de partida, o centro da vida desse povo. Por isso, foram muitos os autores que, iluminados por Deus, escreveram a Bíblia com estilos literários diferentes. Quando a lemos, percebemos a ação de Deus na caminhada humana que quer o bem de todos os homens e mulheres. Constatamos também o esforço de homens e mulheres que querem, que procuram conhecer e praticar a vontade de Deus. Em síntese, a resposta sobre quem escreveu a Bíblia é simples: foram muitas as pessoas que a escreveram, todas elas iluminadas por Deus, inspiradas por Deus, então, o grande Autor das Sagradas Escrituras é Deus que usou de mãos humanas para escrevê-la.

 


 

QUANDO FOI ESCRITA A BÍBLIA?

 

        Como é o livro das experiências humanas à luz da fé, ela levou muito tempo para ser escrita, ou melhor, para serem postas por escrito por todas aquelas experiências levou muito tempo.

        Estudiosos de hoje consideram que ela começou a ser escrita a partir do século IX antes de Cristo. O último livro a ser escrito foi o Livro da Sabedoria que se estima ter sido redigido por volta de cinqüenta anos antes de Cristo. Portanto, não temos uma data com dia, mês e ano, porque sua escrita ocorreu lentamente e muito bem preparada por Deus.

 


 

POR QUE A BÍBLIA É CHAMADA DE SAGRADA?

 

        Consideramos a Bíblia como sagrada porque ela é a Palavra de Deus. Quando contemplamos a natureza, o mundo em que vivemos, o universo, sempre nos perguntamos: Como tudo originou ? Quem fez essa maravilha ? Ao tentarmos responder a estas perguntas, sempre vem à nossa mente a idéia de alguém que criou tudo isso. O universo não apareceu por si, por acaso. Toda a criação é um modo de Deus comunicar-se com o ser humano, uma comunicação amorosa. Tudo o que foi criado é obra de Deus, a natureza fala a linguagem de Deus, o universo com suas leis naturais também fala a linguagem de Deus. Ele fala ao ser humano por meio de acontecimentos. A Bíblia nasceu com o próprio homem, pois o homem percebeu, nos fatos e nas experiências da vida, que Deus sempre lhe falou. Em todas as culturas encontramos a religião como forma do homem se relacionar com Deus, de se ligar a Deus. Para o povo da Bíblia, ela começou a ser entendida como Palavra de Deus, a voz de Deus cerca de mil e oitocentos anos antes de Cristo, quando nosso pai Abraão experimentou Deus e entendeu que Ele lhe falava pelos acontecimentos. A partir desta experiência de Deus, a vida de Abraão mudou completamente. Ele passou a interpretar os sinais do Senhor nos acontecimentos e a segui-los. Começa então a ter importância as tradições e experiências religiosas que constituirão parte fundamental da Bíblia. Surgiram os Patriarcas do povo de Deus e com eles toda a experiência deste povo compilada bem mais tarde como livro. A Bíblia é Sagrada porque relata toda essa experiência do homem com Deus, relata a caminhada do homem com seu Deus, construindo a história... História da Salvação.

 

 

INTRODUÇÃO

 

        Os sacramentos são sinais eficazes de graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naquele que os recebem com as disposições exigidas.

        A Igreja celebra os sacramentos como comunidade sacerdotal estruturada pelo sacerdócio batismal e pelos ministros ordenados.

        O Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de Deus e da fé que acolha a Palavra nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos fortalecem e exprimem a fé.

        O fruto da vida sacramental é ao mesmo tempo pessoal e eclesial. "Por um lado, este fruto é para cada fiel uma vida para Deus Cristo Jesus, por outro lado, é para a Igreja crescimento na caridade e em sua missão de testemunho".

        Sacramentos são gestos de Deus em nossa vida. Realizam aquilo que expressam simbolicamente. Os sacramentos são, por conseguinte:

- Sinais Sagrados: Porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual;

- Sinais Eficazes: Porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente;

- Sinais da Graça: Porque transmitem dons diversos da graça divina;

- Sinais de Fé: Não somente porque supõem a fé em quem os receba, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé;

- Sinais da Igreja: Porque foram confiados à Igreja, são celebrados na Igreja e em nome da Igreja, exprimem a vida da Igreja, edificam-na, tornam-se uma profissão de fé na Igreja.

 

Sacramento

Situação da Vida

Tipo

O que acontece

Batismo

Nascemos para a fé

Iniciação Cristã

Começamos a fazer parte da grande família que é a Igreja

Confirmação

Crescemos como Cristãos

Iniciação Cristã

Assumimos com mais maturidade o compromisso da Igreja

Eucaristia

Precisamos de alimento para a fé e a vida em comunidade

Iniciação Cristã

Recebemos o corpo de Cristo unidos a todos os irmãos

Penitência

Erramos e nos arrependemos

Cura

Recebemos o perdão de Deus na comunidade

Unção dos Enfermos

Somos atingidos pela doença

Cura

A graça de Deus e o caminho da Igreja ajudam o doente que sofre

Ordem

Alguém sente vocação de serviço total a Deus e ao irmão

Serviço

O Cristão se torna sacerdote a serviço da comunidade

Matrimônio

Homem e mulher se amam e querem se casar

Serviço

Os dois se comprometem a viver seu amor como cristãos de verdade

 


 

Os Sacramentos da Iniciação Cristã

 

        Pelos sacramentos da iniciação cristã - Batismo, Confirmação e Eucaristia - são lançados os fundamentos de toda vida cristã. A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. O fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade.

 

Os Sacramentos da Cura

 

        Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos "em vasos de argila" (2Cor 4, 7). Agora, ela ainda se encontra "escondida com Cristo em Deus" (Cl 3, 3). Estamos ainda em "nossa morada terrestre" (cf. 2Cor 5, 1), sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.

        O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restitui-lhe a saúde do corpo (cf. Mc 2, 1-12), quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o Sacramento da Penitência e o Sacramento da Unção dos Enfermos.

 

Os Sacramentos do Serviço da Comunhão

 

        O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Conferem as graças necessárias à vida segundo o Espírito nesta vida de peregrinos a caminho da Pátria.

        Dois outros, o Sacramento da Ordem e o Sacramento do Matrimônio, estão ordenados à salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, isso acontece por meio do serviço aos outros. Conferem uma missão particular na Igreja e servem para a edificação do Povo de Deus.

        Nesses sacramentos, os que já foram consagrados pelo Batismo e pala Confirmação para o sacerdócio comum de todos os fiéis podem receber consagrações específicas. Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. Por sua vez, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.

        Bíblia nasceu no meio de um povo do Oriente Médio que morava perto do Mar Mediterrâneo. No tempo de Abraão se chamava Terra de Canaã por causa dos canancus que já moravam naquela terra. No tempo da formação do povo se chamou terra de Israel. Bem mais tarde toda essa região recebeu o nome de Palestina.
        A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950 a.C. O Antigo Testamento (AT) ficou pronto por volta do ano 50 a.C. O Novo Testamento ficou pronto no final do 1º século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente outros 900 anos.
        Nenhum Livro da Bíblia foi escrito com os capítulos numerados. Quem teve a ideia de dividir a Bíblia em capítulos foi Estevan Langton arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de Paris, em 1214 d.C. Em 1551 Robert Etiene. redator e editor em Paris, fez a experiência dividindo o NT da língua grega em versículos.

 


 

BATISMO


        É o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No Batismo, a Igreja reunida celebra essa experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Pelo Batismo, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.
        O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: "
Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo - O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra".
        Quando recebemos o Sacramento do Batismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, os sacramentos são "invenções" da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são sem sombra de dúvidas criadas por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.<
        O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizava as pessoas para a vinda de Cristo (Mc 1, 2s). Ele sabia que o seu Batismo era temporário, pois logo depois dele viria o seu primo Jesus que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.
        Atos 2, 38-39: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." E também outras passagens. (ver Atos 16, 15; Atos 16, 33; Atos 18, 8; 1Coríntios 1, 16).

 

QUANDO O BATISMO É VÁLIDO?

 

        O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero, diácono) - ou, em caso de necessidade qualquer pessoa (batizada) - derrama água sobre batizando, enquanto diz: "N..., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.
        Mas não só o batismo na Igreja Católica é válido. O batismo de crianças ou de adultos realizados em algumas outras também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.
        O batismo em outras Igrejas é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e considera inválido o batismo de certas expressões religiosas.
        Jesus disse aos discípulos: "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês" (Mt 28, 19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.
        Para ser salvo, é preciso Ter fé em Jesus e segui-lo, mas ninguém segue Jesus sozinho. Pelo batismo passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
        O batismo é um Dom de Deus para nós. Dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com aquele que é o Senhor de tudo e com o nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.
        O Batismo é o sacramento da comunhão de todos no Cristo. É isso que nos diz São Paulo: "Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo" (Gl 3, 27-28).

 

PARA QUE EXISTE O BATISMO?

 

        Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Deus. Foram, por isso, expulsos do Paraíso. Passaram a sofrer e a morrer. Deus castigou-os e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas Deus prometeu a Adão e Eva que enviaria seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.
        Mas não basta que Jesus tenha morrido na Cruz. É preciso ainda que essa morte de Jesus seja aplicada sobre as almas para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, se tornem filhos de Deus e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar seu Sangue derramado na Cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu o Sacramento do Batismo.

 

QUANDO FOI QUE JESUS INSTITUIU O BATISMO?

 

        Jesus instituiu o Batismo logo no início da sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O Batismo de João não era um Sacramento. Só quando Jesus santifica as águas do Jordão com sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir: "Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências", e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o Batismo.
        Essa instituição será confirmada por Jesus quando Ele diz a seus Apóstolos: "Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." Leia na Bíblia, no Evangelho de São Mateus, o Capítulo 3, Versículo 13.

 

MATÉRIA E FORMA

 

        Jesus instituiu, então, o Batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse Sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: "Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." O rito da Batismo consiste assim em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no Sacramento do Batismo.
        A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um Batismo sabe que o Padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos, o Santo Crisma, entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo Católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

 

O MINISTRO DO BATISMO

 

        Normalmente, o ministro do Batismo é um Padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a Fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. Mas pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um Padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no Batismo, que use água e diga as palavras da forma do Batismo.
        Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia do Batismo, os padrinhos, que seguram a criança. Normalmente escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar aos afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem no nosso lugar as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

 

OS EFEITOS DO BATISMO

 

        O Batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração. Apaga o pecado original. Apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados. Imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso. Nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.
        Por isso tudo, vemos que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. Só entra no Céu quem for batizado. Mas para as crianças que morrem ser terem sido batizadas e não têm culpa, a Igreja as confia à misericórdia de Deus e na sua promessa de que queria que todos se salvassem (1Tim 2, 4) principalmente quando chama para si as crianças, que são praticamente os únicos seres puros de coração (Mc 10, 14). Isso é chamado Limbo. (ver CIC 1261)
.

 


 

CONFIRMAÇÃO


       A Crisma é a força de Deus. Nós só conseguimos viver porque Deus nos dá essa força. Essa força de Deus é o Espírito Santo agindo em nós. Na Igreja, a experiência de nossa vida é celebrada no sacramento da Crisma. A Crisma é o sacramento do cristão que está amadurecendo na fé.
       Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos "sacramentos da iniciação cristã" cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Com efeito, pelo sacramento da Confirmação "os fiéis" são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras.
       Durante a primeira vinda de Cristo sobre a Terra, Ele prometeu aos seus apóstolos o Paráclito (advogado, defensor). Jesus também promete o Espírito Santo para nós, e nos é concedido através do Sacramento da Confirmação. A Crisma também é chamado Sacramento da Confirmação, pois através dele confirmamos o nosso Batismo que recebemos na maioria das vezes quando criança.
       Confirmar o Batismo é muito importante, pois quando criança não temos a consciência do Sacramento, mais sim os nossos parentes mais próximos que resolveram levá-lo até a pia batismal. Já na Crisma, não são os seus parentes que escolhem se queres ou não receber o Crisma, mas sim você mesmo.
       No sacramento da Crisma recebemos os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade, Ciência e Temor de Deus. Eles são dons que nos aproximam de nossa vocação: a Santidade.
       Quando recebemos o Espírito Santo e nos abrimos inteiramente à graça sacramental não agimos em nós, mas sim o próprio Deus nos usa de instrumento e agi em nós. Por isso podemos considerar o crismando uma pessoa com grandes responsabilidades. Veja: No Batismo recebemos o Espírito Santo e nos transformamos de criaturas de Deus para Filhos de Deus. Já na Crisma dizemos com consciência: Quero ser Filho de Deus e assumir a minha missão de evangelizar.
       O mesmo Deus que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes é o mesmo que recebemos no Sacramento da Crisma, por isso a mesma autoridade que eles tinham ao anunciar a Palavra de Deus é a mesma que possuímos. O dia em que nos crismamos é sem dúvida o dia de nosso Pentecostes. Onde o Espírito Santo nos é enviado para transformar e santificar.
       As transformações do Espírito Santo são nitidamente vistas na Bíblia. Observe: Vamos dar o exemplo do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes era um pescador de pouca instrução, medroso, incrédulo e infiel. Quando se passou o dia de Pentecostes, melhor dizendo, logo ao sair do cenáculo onde o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e Maria, ele realizou um discurso que prova o poder do Espírito Santo (At 2, 14-41). Podemos até duvidar se realmente era o mesmo Pedro pescador e incrédulo.
       Foi a partir daí que a Igreja se firmou, ou seja, foi através do Papa São Pedro que a Igreja de Jesus Cristo surgiu. Vejamos: se somos também Igreja, é através do Sacramento da Crisma que firmamos em nós o "tijolo" eclesial que somos.

 


 

EUCARISTIA


        É o alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver, dependemos não só da comida, mas também do pão da fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão da dor ou da alegria, Deus está presente. Celebrar a Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de fraternidade que existe no mundo; porque na Eucaristia comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na comunhão. A Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação de Jesus.
        A santa Eucaristia conclui a iniciação cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor.
        Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor da glória futura.
        Muitos pensam que os Sacramentos são obras eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não é verdade, todos os Sacramentos são sinais da graça de Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de Deus. Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho, é bem explicada nas Escrituras que relatam a última refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia.
        Veja abaixo algumas palavras que Jesus disse aos seus apóstolos:
        "Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 'Tomai, isto é o meu corpo'. Em seguida, tomou o cálice em suas mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E disse-lhes: 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos. Em verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus'" (Mc 14, 22-25)
        Através das palavras de Cristo, podemos perceber a firmeza de suas palavras. Ele não disse que o Pão simbolizava a sua carne, mas é verdadeiramente a sua carne. Não disse também que o vinho representava o seu sangue, mas é verdadeiramente o seu sangue.
        Jesus disse também: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6, 35). Quem recebe o Cristo, com a convicção que realmente Jesus está presente na Hóstia Consagrada, tem a benção de estar sempre saciado de graças vindas Dele.
        Quando comungamos, nos transformamos em verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem limpo o lugar em que Jesus vai habitar. É através da Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição de nossos pecados.
        Podemos então concluir que a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós.

 


 

PENITÊNCIA


        É a volta. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.
        Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo. Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

 

OS HOMENS PECAM

 

        Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?
        "Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).
        "Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).
        O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar atos contrários ao seu criador.

 

É NECESSÁRIO OBTER O PERDÃO DESSES PECADOS

 

        Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).
        Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).
        Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

 

NOSSO SENHOR INSTITUIU UM SACRAMENTO

 

        Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Nos diz São João: "Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo 1, 8).
        Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).
        A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus filhos.
        No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).
        Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23).
        A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até o fim do mundo" (Mt 28, 20).
        O livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (At 19, 18). Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa diretamente com Deus.

 

A CONFISSÃO DEVE SER FEITA A UM PADRE

 

        Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja.
        Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.
        Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.
        Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?

 

CONTRIÇÃO E ATRIÇÃO

 

        A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.
       A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita) apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".
        Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama à Deus verdadeiramente.
        Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).
        Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".
        Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

 

O QUE É NECESSÁRIO PARA SER EFICAZ UMA CONFISSÃO?

 
 - Exame de consciência;
 - Ter arrependimento (atrição ou contrição);
 - Propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
 - Confessar-se sem omitir nada;
 - Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor
.

 


 

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS


       É a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos.
       Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.
       Não podemos rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados.
       Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.
       Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças.
       A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. A Unção dos Enfermos é o sacramento da salvação total, do corpo e do espírito ao mesmo tempo. É o sacramento da esperança, porque ajuda o doente a entregar-se confiante nas mãos de Deus.
       Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de DEUS, Ele acolhia com amor e os curava.
       "E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de DEUS." (cf. Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. "Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungido-os com óleo" (cf. Mc 6, 12s).
       O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (cf. Mt 16, 18)
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ORDEM


       É a dedicação. Todo dia precisamos de ajuda de outras pessoas para viver com a gente, orientar, mostrar o caminho. Essas pessoas nos ajudam a alimentar a fé, acreditar na esperança, esperar na fraternidade. Tem gente que se dedica a esse serviço. Vive para isso. O Padre é um exemplo. Dedicação por excelência, só a de Deus. Deus se dedica tanto que chegou a confiar seu próprio filho a nós, a aceitar que ele morresse por nós. Tem gente que consagra a vida para mostrar aos irmãos esse grande amor de Deus. No sacramento da Ordem, quando o bispo impõe as mãos sobre um rapaz dedicado ao serviço dos irmãos, enxergamos a grande dedicação de Deus a nós.
       A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. Todos nós somos chamados a uma vocação, ou seja, Deus nos chama a servir a Ele através de algo: a Vida Leiga, a Vida Religiosa, a Vida Consagrada, a Vida Sacerdotal.
       A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: "Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu" (Mt 9, 9). Através da leitura acima, podemos perceber que Jesus com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom). A missão do sacerdote é ser uma "seta sinalizadora", ou seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo.
       Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que existe nos dias de hoje. João Paulo II é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), os sacerdotes são verdadeiramente apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS.
       Não devemos temer o chamado, pois Jesus não escolhe pobre ou rico, mas sim aquele que Ele deseja. Jesus chamou Pedro (apóstolo sem cultura e incrédulo), Paulo (perseguidor dos cristãos), Mateus (apóstolo pagão e rico), Judas Iscariotes (apóstolo traidor).
       Nós como cristãos, devemos rezar muito pelas vocações sacerdotais, pedindo a cada dia que Jesus chame mais jovens a viver essa vida de entrega ao Senhor. Pois como sabemos: "A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para vossa messe" (Mt 9, 37s).

 


 

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO


       É o amor. Ninguém consegue viver sem a presença e a amizade de outras pessoas. Ninguém está sozinho. No casamento, essa amizade é repartida entre o marido e a mulher: é repartida entre o casal e os filhos, e com a comunidade onde vivem. O mais difícil do amor é permanecer firme nele. Só Deus mesmo é capaz de ser, sem defeito, fiel e amoroso. Quando o casal é fiel no amor, é um grande sinal de Deus. Deus está presente no amor do casal. Quem acredita nisso pode casar na Igreja.
       A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor." 
       Deus nos fez para a felicidade, não nascemos para viver sozinho, mas sim com uma companhia. O Pai quando criou o homem, deu à ele uma companhia: Eva. Deus também acrescentou: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não é mais que uma só carne" (Gn 2, 24).
       Esse ato de se juntar com o sexo oposto para juntos viverem em uma só carne é o próprio Sacramento do Matrimônio. Este é um Sacramento de Serviço (junto com a Ordem), através dele nos unimos ao sexo oposto para juntos construirmos uma família. O Matrimônio é uma doação total ao outro e à Deus, somos chamados a construir uma família cristã, com pensamentos retos e morais.
       Hoje, o Maligno vem se apoderando deste Sacramento como se fosse algo qualquer, ele usa do casal como forma de destruir, eliminar, desconcertar o convívio familiar. São muitos os casamentos feitos na Igreja Católica que possui objetivos contrários a conduta cristã, ou seja, muitos são os casais que vão para o altar com desejos carnais e com o seguinte pensamento: "Se não der certo, nos separamos".
       Muitos falam como é difícil aceitar o Sacramento da Ordem, ou seja, pensam que ser sacerdote é uma grande dificuldade nos dias de hoje. Só que tanto a Ordem como o Matrimônio são Sacramentos de Serviço, que necessitam da doação total dos que receberam o Sacramento. A missão do sacerdote é direcionar o povo ao caminho de Deus. A missão do casal é direcionar a família ao caminho da Santidade e do Amor Fraterno. Não podemos deixar de lembrar que é através do Sacramento do Matrimônio que nasce as vocações sacerdotais, vindas da educação que os familiares deram ao vocacionado. Podemos chegar então à conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma vocação, devemos estar preparados para direcionar e educar filhos e Filhos de Deus no caminho da Santidade.
       A grande prova da falta de preparo de muitos casais nos dias de hoje, são os inúmeros casamentos que não dão certo. O divórcio é força do maligno, foi criado para separar a união que Deus criou entre dois de seus Filhos.
       Podemos então chegar a conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma das grandes obras divinas, que foi criado para o Amor Familiar. A Família é o grande investimento que Deus criou, é através dela que se educam cidadãos retos procurando a imitação de Cristo Jesus.

 


 

O QUE É PECADO?


       Sem dúvida o pecado é algo que muito incomoda quem quer levar uma vida baseada nos princípios que nos ensina Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos, chegou a escrever:
Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita� (cf. Rm. 7, 19-20). Por que, afinal, somos tão frágeis para fazer o bem, e tão inclinados ao que nos afasta de Deus?
       A verdade é que trazemos dentro de nós uma natureza pecadora,com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus.(cf. Rm. 3, 23), contudo, na medida em que nos reconhecemos pecadores e buscamos a Deus para nos perdoar, por misericórdia de Deus, temos com Ele a nossa comunhão restabelecida.
(Feliz aquele cuja iniqüidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido (cf. Sl. 31, 1).
       O que na prática, é capaz de romper a nossa aliança com Deus?
       É importante que conheçamos bem o sentido e a extensão do pecado. O pecado numa visão mais prática é tudo o que fazemos, pensamos ou deixamos de fazer,
conscientemente
, que fere a nossa amizade com Deus, ou seja, que não corresponde ao que Ele esperava de nós. Não é simplesmente uma atitude ou um pensamento ruim, mas uma atitude ou pensamento ruim como qual nós concordamos.
       O fato de simplesmente, pelos mais diversos motivos, não cumprirmos em momento algum preceito previsto pela Igreja não configura o pecado grave. Mas se partimos para o outro extremo e, deliberadamente, nos dispomos a desconsiderar toda situação de pequenos pecados, os veniais, estaremos gerando o vício, que pode vir a se tornar um pecado grave.
       Vejamos então, com base no Catecismo da Igreja Católica, algumas dúvidas mais comuns sobre o pecado.
       O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna. É uma ofensa a Deus. Insurge-se contra Deus numa desobediência contrária a obediência de Cristo. O pecado é um ato contrário à razão. Fere a natureza do homem ofende a solidariedade humana.

 

O QUE É NECESSÁRIO PARA SER EFICAZ UMA CONFISSÃO?

 

1- Todo pecado é igual?

        Pode-se distinguir os pecados segundo o seu objeto, como em todo ato humano, ou segundo as virtudes a que se opõem, por excesso ou por defeito, ou segundo os mandamentos que eles contrariam. Pode-se também classificá-los conforme dizem respeito a Deus, ao próximo ou a si mesmo; pode-se dividi-los em pecados espirituais e carnais, ou ainda em pecados por pensamentos, palavra, ação ou omissão.

2- Pode um pecado ser mais grave do que o outro?

        Sim. Podemos dividir os pecados em mortal e venial.
       O Pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, que seu fim último e bem-aventurança, preferindo um bem inferior.
       Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições: que tenha como objeto matéria grave (precisada pelos dez mandamentos); que seja cometido em plena consciência e deliberadamente. O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento.
       Comete-se o Pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
       O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus.
 

3- Existe algum tipo de pecado para o qual não há perdão?

        A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. É o pecado contra o Espírito Santo (cf. Mc. 3, 29).

4- O que são os chamados pecados capitais?

        São os pecados que geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

5- Sendo o pecado de caráter pessoal, é possível que alguém participe do pecado de outra pessoa?

       Sim, pois temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros quando neles cooperamos: participando neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem mal. Assim o pecado torna os homens cúmplices uns aos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça.
       Os pecados provocam situações sociais e instituições contrárias a bondade divina. As �estruturas de pecado� são a expressão e o efeito dos pecados pessoais. Induzem suas vitimas a cometerem, por sua vez, o mal. Em sentido analógico constituem um �pecado social�.

6- Como proceder diante do meu pecado?

        Depois que se toma conhecimento do pecado cometido, para voltar a comunhão com Deus são necessários três atos: o arrependimento, a confissão dos pecados a um sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação.
       Os pecados que devem necessariamente ser confessado são os mortais, que ferem os mandamentos. Os veniais, mesmo sem ser necessária em si, sua confissão é recomendada.

7- Que tipo de pecado pode impedir a comunhão?

        Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência. Contudo, a Santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe o pecado venial e o preserva dos pecados graves.

 


 

COMO REALIZAR BOA CONFISSÃO

 

PORQUE CONFESSAR?


       Um efeito inegável:
...a necessidade do perdão dos meus pecados. Todos temos muitas coisas boas.... mas ao mesmo tempo, a presença do mal em nossa vida é uma realidade: somos limitados, temos uma certa inclinação ao mal e defeitos; e como conseqüência disto nos equivocamos, cometemos erros e pecados. Isto é evidente e Deus sabe disto. De nossa parte, seria muita imprudência se negássemos está realidade. São João disse que: Se dissermos: Não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça. Se dissermos: Não pecamos, fazemos dele um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (cf. IJo. 1, 8-10).
       Uma das questões mais importantes de nossa vida é como conseguir desfazer do mal que temos em nós? Das coisas más que temos feito ou das que temos feito mal! Esta é uma das principais tarefas que temos entre os nossos dedos: purificar nossa vida do que não é bom, tirar o que está estragado, limpar o que está sujo, etc.: livrarmos de tudo o que não queremos de nosso passado. Mas, como fazê-lo?
       Não se pode voltar ao passado, para vivê-lo de maneira diferente... Somente Deus pode renovar nossa vida com seu perdão. E Ele quer fazê-lo... até ao ponto que o perdão dos pecados ocupa um lugar muito importante em nossas relações com Deus.
       Como Ele respeita a nossa liberdade, o único requisito que exige é que nós queremos ser perdoados: quer dizer, tomarmos consciência dos pecados cometidos, nos arrependermos e não mais voltarmos a cometê-los.
       Em sua misericórdia infinita, Ele nos dá um instrumento que não falha em reparar todo o mal que tenhamos feito. Trata-se do Sacramento da Penitência; o sacramento da cura interior, da alegria, porque nele se revive a parábola do filho pródigo, e termina numa grande festa nos corações de quem o recebem.
       Assim nossa vida vai renovando, sempre para o melhor, já que Deus é um Pai Bondoso, sempre disposto a perdoarmos, sem guardar rancores. Premia o bom e valioso que temos em nós; o mal e ofensivo, Ele nos perdoa. Receber o perdão de Deus, é um dos grandes motivo de otimismo e de alegria, porque em nossa vida tudo tem limites, inclusive as piores coisas podem terminar bem, como a do filho pródigo, porque Deus tem a última palavra: e essa palavra é de amor misericordioso.
       A confissão não é algo meramente humano: é um mistério sobrenatural que consiste num encontro pessoal com a misericórdia de Deus na pessoa de um Sacerdote. Deixando de lado outros aspectos, queremos mostrar que confessar não é um absurdo, mas que humanamente falando a confissão trás muitos benefícios.

 

ALGUMAS RAZÕES PARA QUE POSSAMOS CONFESSAR


        Em primeiro lugar porque Jesus deu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados. Isto é um dado e é a razão definitiva, a mais importante. Em efeito, Jesus recém ressuscitado diz:
Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos (Cf. Jo. 20, 22-23). Os únicos que receberam este poder são os Apóstolos e seus sucessores. Os deu este poder precisamente para que nos perdoem os pecados. Portanto, quando queremos receber o perdão de Deus, sabemos a quem recorrer: aos Sacerdotes que receberam este poder de Deus pelo Sacramento da Ordem. É interessante notar que Jesus vinculou a confissão com a ressurreição, de sua vitória sobre a morte e o pecado; com o Espírito Santo, que é necessário para atuar com seu poder; e, com os Apóstolos que foram os primeiros sacerdotes, o Espírito Santo atua através destes sacerdotes para realizar na vida de cada pessoa a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.
        A Sagrada Escritura manda explicitamente:
Confessai mutuamente, os pecados (cf. Tg. 5, 16). Isto é conseqüência da razão anterior: te darás conta que perdoar ou reter pressupõe conhecer os pecados e a disposição do penitente. As condições do perdão as colocam o ofendido e não o ofensor. É Deus quem perdoa e tem o poder para estabelecer os meios para outorgar esse perdão. De maneira que não sou eu quem decide como conseguir o perdão, mas Deus é que decidiu a quem tenho que recorrer e o que tenho que fazer para que me perdoe. Confessar com um sacerdote é realizá-la por obediência a Jesus Cristo.
        Na confissão nos encontramos com Cristo. Isto devido a que é um dos sete Sacramentos instituídos por Ele mesmo para dar-nos a graça. O sacerdote não é mais que seu representante; de efeito, a formula da absolvição diz:
Eu, te absolvo de teus pecados. Quem é esse Eu? Não é o Padre fulano de tal, mas Cristo. O sacerdote atua em nome e na pessoa de Cristo. Como sucede na Missa quando o sacerdote para consagrar o pão diz: Isto é meu Corpo, esse pão se converte no Corpo de Cristo (esse meu o disse Cristo), quando a pessoa confessa, quem está escutando a confissão, é Jesus. O sacerdote, não faz mais do que emprestar ao Senhor seus ouvidos, sua voz e seus gestos.
        Porque na confissão nos reconciliamos com a Igreja. Resulta que o pecado não só ofende a Deus, mas também a comunidade da Igreja, tanto na dimensão vertical (ofensa a Deus) e a dimensão horizontal (ofensa aos irmãos). A reconciliação para ser completa deve alcançar essas duas dimensões. Precisamente o sacerdote está ali também representado a Igreja, com quem também o penitente se reconcilia por seu intermédio. O aspecto comunitário do perdão exige a presença do sacerdote, sem Ele a reconciliação não seria completa.
        O perdão é algo que se recebe. Eu não sou o artifício do perdão de meus pecados: é Deus quem o perdoa. Como todo sacramento temos que recebê-lo do ministro que o administra validamente. Não podemos dizer que qualquer pessoa possa batizar somente diante de Deus, ou mesmo, que qualquer pessoa possa consagrar o pão em sua casa e de comungar a si mesmo. Quando se trata de sacramento, temos que recebê-lo de quem corresponde, quem pode administrar validamente: o sacerdote.
        Necessitamos viver em estado de graça. Sabemos que o pecado mortal destrói a vida da graça. Esta graça só a recuperamos na confissão. E temos que recuperá-la o mais rápido, basicamente por três motivos:
        Porque nos podemos morrer... e não creio que queiramos morrer em estado de pecado mortal... e acabar no inferno.
        Porque quando estamos em estado de pecado, nenhuma obra boa que fazemos é merecedora da vida eterna. Isto se deve a que o princípio do mérito é a graça: fazer boas obras em pecado mortal é como fazer goles em off-side, não valem, carecem do valor sobrenatural. Este aspecto faz relativamente urgente em recuperar a graça; se não queremos que nossa vida esteja vazia de mérito e que o bom que fazemos seja inútil.
        Porque necessitamos comungar: Jesus nos disse que quem a come tem a vida eterna e quem não a comem, não a tem. Mas, não te esqueças que para comungar dignamente, devemos estar livres do pecado mortal. A advertência de São Paulo é para lembrar:
Quem come o pão ou beba o cálice indignamente, será réu do Corpo e Sangue do Senhor. (...) Quem come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe sua própria condenação (cf. ICor. 11, 27-28).
Comungar em pecado mortal é um terrível sacrilégio, equivale a profanar a Sagrada Eucaristia, a Cristo mesma.
        Necessitamos deixar o mal que temos feito. O reconhecimento de nossos erros é o primeiro passo da conversão. Só quem reconhece que praticou tal mal e pede perdão, pode transformar a sua vida.
        A confissão é vital na luta para melhorar. É um feito que habitualmente uma pessoa depois de confessar se esforça para melhorar e não cometer pecados. À medida que passa o tempo, vai aflorando... se acostuma as coisas que faz mal, o que não faz, e luta menos por crescer. Uma pessoa em estado de graça, evita o pecado. A mesma pessoa em pecado mortal tende a pecar mais facilmente.

 

OUTROS MOTIVOS QUE SÃO CONVENIENTES PARA A CONFISSÃO


       Necessitamos de paz interior. O reconhecimento de nossas culpas é o primeiro passo para recuperar a paz interior. Negar a culpa não a elimina, só a esconde, fazendo mais penosa a angustia. Só quem reconhece sua culpa está em condições de libertar-se dela.
       Necessitamos aclararmos a nós mesmos. A confissão nos obriga a fazer um exame profundo de nossa consciência. Saber o que temos interiormente, o que passa, o que temos feito, como vamos... Desta maneira a confissão ajuda a conhecer-se e entrarmos em nós mesmos.
       Necessitamos de uma proteção contra o auto-engano. É fácil enganar-se a si mesmo, pensando que esse mal que fizemos, na realidade não está tão mal; ou justificando-os, chegando à conclusão de que é bom, etc. Quando temos que contar o fato à outra pessoa, sem escusar, com sinceridade, onde caem todas as máscaras... nós encontramos conosco mesmo, com a realidade que somos.
       Todos necessitamos de perspectiva. Uma das coisas mais difícil desta vida é conhecer-se a nós mesmo. Quando saímos de nós mesmos pela sinceridade, ganhamos a perspectiva necessária para julgarmos com equidade.
       Necessitamos de objetividade. Nada melhor sermos juiz de nossa própria causa. Por isso os sacerdotes podem perdoar os pecados a todas as pessoas do mundo... menos a uma: a única pessoa a quem um sacerdote não pode perdoar os pecados é ele mesmo. Sempre terá que recorrer a outro sacerdote para confessar-se. Deus é sábio e não podia privar aos sacerdotes deste grande meio de santificação.
       Necessitamos saber se estamos em condições de ser perdoado, se temos as disposições necessárias para o perdão ou não. De outra maneira correríamos um perigo enorme, pensar que estamos perdoados quando nem se quer poder estar.
       Necessitamos saber se temos sido perdoados. Uma coisa é pedir perdão e outra distinta de ser perdoado. Necessitamos de uma confirmação exterior, sensível, de que Deus aceitou nosso arrependimento. Isto sucede na confissão, quando recebemos a absolvição, sabemos que o sacramento tem sido administrado, e como todo sacramento recebe a eficácia de Cristo.
       Temos direito a que nos escutem. A confissão pessoal mais que uma obrigação é um direito. A Igreja dá o direito e a atenção pessoal, a quem quer confessar, um a um, abrindo o coração para que possamos contar os pecados.
       Há momentos em que necessitamos que nos animem e nos fortaleçam. Todos passamos por momentos de pessimismo, desânimo... e necessitamos que nos escutem e nos anime. Fechar-se em nós mesmos só empoeiramos mais as coisas...
       Necessitamos receber conselho. Mediante a confissão recebemos a direção espiritual. Para lutar por melhor nas coisas das que nós confessamos, necessitamos que nos ajudem.
       Necessitamos aclarar as dúvidas, conhecer a gravidade de certos pecados, em fim... mediante a confissão recebemos a formação.

 

ALGUNS MOTIVOS ALEGADOS PARA NÃO CONFESSAR


Quem é o Padre para perdoar os pecados...? Só Deus pode perdoá-los.
       Temos visto que o Senhor deu esse poder aos Apóstolos. Ademais, permite-me dizer que esse argumento o tenho lido antes... precisamente no Evangelho de Mt. 9, 1-8. É o que dizem os fariseus indignados quando Jesus perdoava os pecados...

Eu me confesso diretamente com Deus, sem intermediários.
        Genial... Parece-me bárbaro pensar desta forma... Mas... como sabes que Deus aceitou teu arrependimento e te perdoou? Escutou alguma voz celestial que te confirmou? Mas... como sabe que esteja em condição de ser perdoado? Daria conta que não é tão fácil... Uma pessoa que roubou um banco e não queira devolver o dinheiro... por mais que ela confessasse diretamente com Deus... ou com o Padre... se não quisesse reparar este dano feito (neste caso devolver o dinheiro), não pode ser perdoada... porque ela mesma não quer desfazer-se do pecado.

Porque vou contar os pecados a um homem como eu?
        Porque esse homem não é um homem qualquer, têm poder especial para perdoar os pecados (Sacramento da Ordem). Essa é a razão porque devemos ir ao sacerdote.

Porque vou dizer meus pecados a um homem que é tão pecador como eu?
        O problema não está na quantidade de pecados, se é menos, igual ou mais pecador que você... Não vá a confessar-se porque seja santo e imaculado, mas porque ele pode dar a absolvição. Poder este que ele recebe no Sacramento da Ordem e não pela sua bondade. É uma sorte (em realidade uma disposição da sabedoria divina), que o poder de perdoar os pecados não dependa da qualidade do sacerdote, coisa que seria terrível, já que nunca saberíamos quem seria suficientemente santo para poder perdoar... Ademais, o fato de ser um homem e que como tal tenha pecados, facilita a confissão, precisamente porque sabe em sua própria carne o que é ser fraco, ele pode entender melhor.

Dá-me vergonha...
        É lógico, mas temos que superar. Há um fato comprovado universalmente, quanto mais te custa dizer algo, tanto maior será a paz que consigas depois de confessar. Ademais se custa, precisamente é porque confessamos pouco..., enquanto não confesse com mais freqüência, verá como superará essa vergonha. Além disso, não creia que é tão original... o que irá dizer, o sacerdote já o escutou muitas e muitas vezes... A está altura da história... não creio que possa inventar pecados novos. Por último, não te esqueça do que ensinou um grande santo: o diabo tira a vergonha para pecar... e a devolve aumentada para pedir perdão... não caía em sua armadilha.

Sempre confesso o mesmo...
        Isso não é problema. Temos que confessar os pecados que eu tenha cometido... e é bastante lógico que nossos defeitos sejam sempre mais ou menos os mesmos... Seria terrível ir mudando constantemente de defeitos... Além disso, quando você toma banho, lava as roupas, não espera que apareçam manchas novas, que nunca antes havia tido; a sujeira é mais ou menos sempre do mesmo tipo... Para querer estar limpo, basta querer remover a sujeira... independentemente se ela seja original ou ordinária.

Sempre confesso os mesmos pecados...
        Não é verdade que sejam os mesmos pecados, são pecados diferentes, mesmo que sejam da mesma espécie... Se eu insulto a minha mãe dez vezes... não é o mesmo insulto... cada um é distinto do outro... Não é o mesmo que matar uma pessoa dez vezes... se matei dez vezes não é o mesmo pecado...são dez assassinatos distintos. Os pecados anteriores já são perdoados se confessamos e recebemos a absolvição, agora necessito do perdão dos �novos�, quer dizer, os cometidos desde a última confissão.

Confessar não serve para nada, sigo cometendo os pecados que confesso...
        O desânimo, pode fazer que pense: �...é o mesmo se me confesso ou não; total, nada muda, tudo segue igual�. Não é verdade. O fato de que se manche pelo pecado, não o faz concluir que seja inútil limpar-se. Uma pessoa que se banha todos os dias... se mancha igual... Mas graças ao seu banho, não vai acumulando sujeira... e está bastante limpo. O mesmo passa com a confissão. Se há luta, mesmo que caía algumas vezes em pecado, com efeito, pela confissão se pode livrar destes pecados. É melhor pedir perdão, do que não pedi-lo. Pedir perdão nos faz melhor.

Sei que vou a voltar a pecar...o que mostra que não estou arrependido.
        Depende... O único que Deus nos pede é que estejamos arrependido do pecado cometido e que agora, neste momento quero lutar para não voltar a cometê-lo. Nada pede que empenhemos o futuro que ignoramos... O que vai passar daqui quinze dias? Não sei... Se me pede que tenha a decisão sincera, de verdade, expulsarei o pecado. O futuro deixaremos nas mãos de Deus...

E se o Padre pensar mal de mim...
        O sacerdote está para perdoar... Se pensar mal, seria um problema dele do qual teria que se confessar. De fato o sacerdote sempre pensa bem, porque ele valoriza a fé (sabe que se está aí contando teus pecados, não por ele... mas porque você crê que ele representa a Deus), tua sinceridade, tua vontade de melhorar, etc. Suponho que darás conta de se sentar a escutar pecados, às vezes durante horas, se não o faz por amor as almas...não o faz. Mas, se dedica tempo em escutar com atenção...é porque quer te ajudar. O que importa, mesmo que não te conheça, o sacerdote valoriza o suficiente para querer ajudar-te a ir ao céu.

E se o Padre depois conta alguém os meus pecados...
        Não é necessário preocupar-se por isso. A Igreja cuida tanto deste assunto que aplica a pena maior que existe no Direito Canônico (a ex-comunhão) ao sacerdote que dissesse algo que conhece pela confissão. De fato, existem mártires pelo sigilo sacramental, sacerdotes que foram mortos por não revelar o conteúdo da confissão.

Me dá preguiça...
        Pode ser toda a verdade que queira, mas não creio que seja um obstáculo verdadeiro já que é bastante fácil de superar... É como se um deixasse de tomar banho por um ano, pela preguiça.

Não tenho tempo...
        Não creio que nos últimos meses...não tenha tido uns 10 minutos que possa levar uma confissão... Te anima a comparar quantas horas de TV tem visto nesse tempo... (multiplica o número de horas diárias que vê a TV pelo número de dias...).

Não encontro um Padre...
        Não é uma raça em extinção, existem vários, milhares. Toma a agenda do telefone (tome a informação), busque o telefone de sua Paróquia, marque um horário...para que não tenha que ficar esperando e faça a sua confissão.

 


 

EXAME DE CONSCIÊNCIA


        Prezado irmão e irmã!

        Seja bem vindo (a) ao Sacramento do Amor Misericordioso.
        Este roteiro foi feito para você, para que ajude-o em sua confissão; não sendo simplesmente um acerto de contas com Deus, mas um Sacramento que leve a você a um encontro de amor com Deus, com os irmãos e consigo mesmo.
        Precisamente por sermos pecadores, nos encontramos cegos diante de nossos pecados. Muitas das vezes movidos pela tentação, não vemos o mal que cometemos quando caímos em pecado; isto faz com o qual o nosso coração se endureça, nos fazendo insensíveis as exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.
        No Capítulo três da Carta aos Hebreus encontramos Jesus como o Sumo Sacerdote fiel e misericordioso que nos diz:
...Hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais os vossos corações... Atenção irmãos! Que nenhum de vocês tenha um coração endurecido, seduzido pelo pecado.
        Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para darmos a graça do arrependimento e perdoarmos. Ele nos quer livres. A tentação não quer que vejamos nosso pecado. Mas se buscamos o caminho de Deus, trataremos de acusar os nossos pecados pela confissão, para que não nos sintamos desanimados e possamos voltar para trás. Podemos então discernir a diferença. Deus ensina que ao confessarmos os nossos pecados possamos encontrar a liberdade, o perdão e a paz. Ao passo que a tentação o esconde e nos leva ao desespero. Devemos excluir energicamente estes pensamentos e ir a confissão com toda confiança, buscando o perdão de Deus. Deus sempre perdoa quando há o arrependimento.
        É muito importante fazer o exame de consciência diário e também, com toda a humildade nos prepararmos para uma boa confissão. Na 1ª Carta a Comunidade de Coríntios 11, 31 encontramos a seguinte explicação:
Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
        O exame de consciência se faz diante de Deus, escutando a sua voz em nossa consciência. É muito importante nos prepararmos a nossa consciência. A
preparação remota nos educa na fé pelo estudo da Palavra de Deus, pelo Catecismo, pela leitura e exemplo da vida dos Santos, etc. A prática seria o que aprendemos. O exame diário de consciência. A preparação imediata é o exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do Sacrário na Capela para rezar. Somente Deus pode iluminar nossa realidade e dar-nos os meios para responder a graça.
        Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto na cruz devemos
olhar para aquele que transpassaram (cf. Jo. 19, 37), então poderemos examinar como temos respondido a tanto amor, a tanta graça? Examinemos nossa vida diante da lei de Deus. Os mandamentos nos ajudam a um exame de consciência que nos recorda o que temos esquecido. Deus nos deu os Mandamentos para que vivêssemos, mas pelo nosso pecado rompemos a nossa aliança com Deus e caímos em pecado.
        Não se trata de enumerar os pecados, mas de descobrir a atitude torcida do nosso coração que gera a dor pelos nossos pecados. O importante é termos o firme propósito de não voltar a cometê-los. Sempre haverá situações pelas quais somos mais frágeis e requer especial atenção; pois, se compreendemos que Cristo é a medida, veremos que em tudo podemos crer. Não devemos esquecer que a confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.
        Este exame de consciência é para aqueles que, amando a Cristo, não se conformam e querem evitar os pecados graves, mas desejam amá-lo com todo o coração.
        Inicie o seu exame de consciência diante da presença do Senhor. Acomode-se tranqüilamente, procure se relaxar tenha uma postura onde você possa se sentir bem; ou seja, sentado, ajoelhado, ou em pé. Invoque a presença da Santíssima Trindade, fazendo o sinal da cruz (Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo). Neste momento peça a presença do Espírito Santo por meio de uma oração: (Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...). Somente o Espírito de amor pode nos conceder os dons que necessitamos. Após a sua oração, peça o dom do arrependimento rezando está oração:
        Pai Todo Poderoso e cheio de misericórdia, vós não cessais de oferecer o vosso perdão. Abri os meus olhos, para que veja o mal que pratiquei, e tocai o meu coração, para que me converta a vós com sinceridade. Concede-me o Espírito Santo, para que renove em mim a vossa vida e não permita que eu seja vencido pela morte do pecado. Que o vosso perdão faça brilhar novamente em mim a imagem de vosso Filho. Amém.
        Após a oração faça o seu exame de consciência. Mas para fazer um bom exame de consciência, vou indicar alguns textos bíblicos que possam ajudá-lo na meditação e depois no exame. Se você trouxe a Bíblia, procure refletir sobre alguns textos que vou indicar: (Lc. 15,4-7); (Lc. 19,1-10); (Mt. 6,19-24); (Mt. 7,1-7); (Mc. 3,20-30); (Lc. 7,36-50); (Jo. 8,1-11); (Gl. 5, 13-26).
        A luz da Palavra de Deus procure fazer o exame de consciência. Mas, por acaso você não tem Bíblia no momento, não precisa se desesperar; pelo contrário, você poderá fazer da mesma forma a partir destas orientações que a Igreja nos prescreve:

Amarás a Deus sobre todas as coisas (1º Mandamento)

Não tomarás o nome de Deus em vão (2º Mandamento)
        Tenho amado a Deus sobre todas as coisas? Que lugar ocupa Deus em minha vida? Dedico tempo à oração, à leitura e à meditação da Palavra de Deus? Quanto tempo faz que não me confesso? Vou à Santa Missa? Estou consciente de que também eu sou Igreja? Participo da minha Comunidade? Preocupo-me em levar Deus em meu lar, na minha família? Dou testemunho do meu cristianismo? Confio tudo em Deus ou faço as coisas por mim mesmo? Confio em Deus quando tudo parece ir mal? Tenho caído no mundo da superstição ou em prática religiosa contrária ao cristianismo? Que critério tenho para determinar se algo que quero fazer é obra do Espírito Santo ou estou fazendo por mesmo? Busco conhecer qual é à vontade de Deus em minha vida ou busco as minhas próprias vontades? Que passos concretos estou dando para formar-me na fé? Tenho prioridades claras e sou firme na minha fé, ou perco tempo com revistas, programas de tv, etc, coisas que não edificam? Tenho o meu tempo ordenado pela sabedoria, dando tempo para minha vida de oração, família, trabalho...? Respeito o tempo e a necessidade do outro? Preocupo-me com a minha vida espiritual ou interesso-me apenas pela moda, sexo, poder, ambição, dinheiro, prazer?

Santificarás o dia do Senhor (3º Mandamento)
        Guardo o dia do Senhor para o Senhor ou trabalho desnecessariamente nesse dia? Vou a Missa todos os domingos? Tenho adorado e colocado todo meu coração em Cristo Eucarístico que me espera? Tenho meditado diante da cruz, buscando seu poder transformador e sua sabedoria que manifesta em minha vida? Peço a Deus a graça de amar a minha cruz, ou, procuro fugir da vontade de Deus para evitar a minha cruz? Uno-me a cruz de Cristo enfrentando os problemas de enfermidade, responsabilidade, dificuldade em meu trabalho, em minha família, em minha vocação? Busco a satisfação de todas as minhas necessidades físicas e emocionais, ou, me mortifico por amor a Jesus? Uno-me a cruz daqueles que sofrem ou rejeito? Tenho evitado a ocasião do pecado que são proporcionados através de ambientes, programas, más amizades...? Reconheço os meus pecados com responsabilidade ou justifico a eles? Quando me corrigem, eu agradeço? Quando foi a minha última confissão? Fiz uma confissão completa ou esqueci algo? Utilizo meio como : hábitos, feridas interiores, complexos para a tingir ao meu irmão e tirar proveito disso? Como estão as minhas relações as luzes do Senhor: amorosas, castas, sãs e sinceras? Guardo ódio ou inimizades? Como tem sido o meu relacionamento com o meu irmão, de: brigas, rivalidades, violência, ambição, discórdia, sectarismo, inveja, etc? Tenho sido fiel aos compromissos com meus irmãos e com os demais? Sou confiável em meu trabalho, no meu grupo de comunidade, em minha família? Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo segredo? Busco a minha unidade no Senhor? Sou serviçal? Sou atento sem ser curioso? Sou prudente no que falo e como atuo? Sou agradecido pelo serviço de rotina que recebo?

Honrar Pai e Mãe (4º Mandamento)
        Obedeço, cuido e honro a meus pais segundo a sua idade e suas necessidades? Dou tempo para a minha família? Procuro fazer as refeições com toda a família? Como vivo a minha hospitalidade com meus familiares? Procuro me relacionar bem com meus pais e meus irmãos? Tenho responsabilidade nos estudos e nos afazeres da casa? Ajudo economicamente a minha família segundo a necessidade? Protejo a minha família das más influências de certos ambientes que não são bons? Tenho manipulado as pessoas de minha família com meu estado de ânimo para que se façam o que eu quero? Permito que outras pessoas manipulem ou se anteponham ao meu casamento? Honro e respeito a meu esposo (a) em todo momento? Tenho partilhado com meu esposo (a) aquilo que justo e correto para toda a família; ou, busco somente o meu interesse? Expresso amor, carinho e respeito para meu esposo (a) e filhos? Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria? Que medida utiliza para que a minha casa seja um �santuário da família�? Sou responsável e ordeno com sabedoria e justiça a economia da família? Sou testemunha para que os demais possam rezar, estudar, descansar, cumprir suas responsabilidades? Na formação dos filhos, procuro partilhar com eles as alegrias e dificuldades, ensinando-os e guiando-os para um caminho correto? Procuro dar atenção a eles, sendo uma presença amiga e de escuta? Procuro discipliná-lo com sabedoria? Dou boa educação para serem bons cristãos e verdadeiros cidadãos?

Não Matarás (5º Mandamento)
        De algum modo tenho matado ou atentado contra a vida? Exemplo: Apoio ou já realizei o aborto? Tentei me suicidar? Dirigi sem cuidado, desrespeitando a minha vida e a vida de outras pessoas? Realizei atos irresponsáveis que colocam uma vida em perigo? Usei da agressão, da violência, etc? Tenho tentado contra a dignidade moral, física e psíquica de alguém?

Não cometerás atos impuros: adultério, fornicação (6º Mandamento)
        Tenho buscado afetividade fora da ordem do Senhor? Como distingo entre sentimentalismo e uma autêntica relação de amor entre irmãos? Relaciono-me segundo meu estado de ânimo ou o que edifica no amor? Crio fantasias ou atos impuros comigo mesmo ou com os outros? Tenho visto programas que me levam a ter atitudes sedutoras? Obedeço ao plano de Deus para a sexualidade em meu estado de vida?

Não roubarás (7º Mandamento)
        De algum modo tenho roubado? Tenho cuidado do patrimônio que não me pertence? Tenho cumprido com meus deveres de pagamentos de contas ou impostos, ou estou tirando beneficio próprio?

Não levantar falsos testemunhos e nem mentiras (8º Mandamento)
        Quem inspira as minhas palavras: Deus ou o meu ego? Quero dar minha opinião em tudo que esteja relacionado à vida dos outros? Digo a verdade? Tenho revelado os segredos que pessoas confiam a mim? Tenho julgado as pessoas? Tenho falado coisas que não edifica, mas destrói a vida das pessoas? Procuro dar atenção às pessoas ou procuro evitá-las? Estou sempre me queixando das coisas, procurando ser vitima das situações?


EM RELAÇÃO ÀS OBRAS DE MISERICÓRDIA


Obras Corporais: Tenho sido solidário com os enfermos? Com os famintos? Com os sedentos? Com os marginalizados? Com os oprimidos? Com os perseguidos? Vejo a estes como irmãos, procurando servi-los mediante as suas necessidades, ou, ignoro, desprezo, não querendo me envolver com estes irmãos que sofrem?

Obras Espirituais: Procuro viver a correção fraterna ou ignoro? Procuro dar bons conselhos? Procuro perdoar de coração? Guardo algum ressentimento? Procuro consolar aqueles que sofrem com paciência alguma doença, ou me revolto? Procuro estar atenta a dor dos irmãos? Faço alguma acepção de pessoas segundo a sua aparência ou classe social? Procuro viver com simplicidade, me tornando livre dos apegos materiais, ou tenho atitudes compulsivas em adquirir os bens materiais? Sou auto-suficiente que me deixo levar pelos entojos? Quais? Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor ou dou de minhas sobras?

Obras de Evangelização: Dou testemunho da minha vivência cristã? Sou sal da terra e luz do mundo para meus irmãos? Esforço-me de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos? Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja? Levo as minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem para o mundo? Quando Evangelizo procuro fazer com seguridade ou a faço como se fosse uma opinião qualquer?

Obras de Domínio das Emoções: Quais são as minhas emoções mais salientes (ressentimentos, caprichos, impulsos, medos, etc). Como as submetemos ao Senhor para processar para o bem? De que forma estas emoções estão afetando o meu comportamento? Busco primeiro os meus interesses e comodidade ou procuro servir com amor?


PECADOS CAPITAIS E VIRTUDES CONTRÁRIAS, INCLUSIVE PENSAMENTOS


Soberba / Humildade: Tenho sido humilde ao pensar, me tenho comparado com os outros, tenho tratado de chamar a atenção com minha sabedoria, meu físico, etc? Reconheço-me pequeno? Desprezo a outros em meu coração? Sinto-me ressentido por não tratar bem as pessoas pelo meu orgulho? Sou prudente ao dar minha opinião; creio que é a única; creio que sem a minha presença as coisas não caminham ou não vão bem? Sei distinguir o que é minha missão, ou me intrometo no que não corresponde para mim? Reconheço que não tenho razão de dar glória a mim mesmo?Em que forma as minhas ações estão mescladas com orgulho, inveja, vaidade, egoísmo, ódio, etc? Posso ajudar sem estar mandando?
 

Avareza / Generosidade: Estou apegado às coisas? Sacrifico determinados valores que são importantes para minha vida por dinheiro? Tenho o vício de jogar por dinheiro? Gasto com coisas supérfluas?

Luxuria / Castidade: já foi examinado acima.

Ira / Paciência: Sei lidar com as cruzes de nossa vida: enfermidades, problemas com relações, dificuldades no trabalho, na família, etc? Perco a paz, manifestando mal humor quando as coisas não são como eu espero? Assumo a minha culpa; quando não ajo corretamente; ou, passo a culpa para o outro?

Gula / Temperança: Como aquilo que é necessário ou me enfarto de tanto comer? Faço jejum pelo menos 2 vezes ao ano como a Igreja nos pede? Estou apto ao alcoolismo, a droga, a dependência de comprimidos?

Inveja / Caridade: Sinto inveja por adquirir posições, talentos, dons, etc, em pessoas que vivem estes talentos? Alegro-me quando vejo alguém que sobressai em seu trabalho, na comunidade, em qualquer que seja o trabalho desenvolvido? Tenho pensado nos dons e talentos que Deus me concedeu? Procuro colocá-lo ao serviço dos irmãos, ou nego para não me comprometer?

Preguiça / Prontidão: Estou atento a cumprir meus deveres? Que faço para edificar a minha família ou comunidade que participo? Sou rápido a servir ainda quando não tenho muita vontade? Descanso mais do que o necessário? Deixo as coisas para mais tarde?


BEM AVENTURANÇAS (Mt. 5, 1-2)

 

        Tenho sido pobre de espírito, livre dos apegos?
        Tenho sido manso; paciente; edificando a vida com meios santos?
        Tenho chorado diante dos pecados que ofenderam a Deus?
        Tenho sentido fome e sede de justiça?
        Tenho sido misericordioso?
        Tenho sido puro de coração, puro de pensamento?
        Trabalho pela paz, em minha pessoa, família, comunidade, sociedade?
        Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça? Como reajo diante das criticas �injustas� ou incompreensões?
        Depois de você ter feito o seu exame de consciência, se você trouxe a sua Bíblia, poderá refletir e rezar um dos Salmos Penitenciais: Salmo 06 - 32 - 38 - 50 - 102 - 130 - 143. Caso você não trouxe a sua Bíblia faça uma oração espontânea de arrependimento e de pedido de perdão. Em seguida dirija-se ao Sacerdote e com toda abertura de coração e humildade acolha este momento de amor e misericórdia que somente Deus pode nos conceder.
       Diante do Sacerdote faça o sinal da cruz, diga que você quer confessar os seus pecados porque necessita da graça de Deus. Não esqueça de dizer o tempo de sua última confissão, em seguida relate seus pecados, não é necessário contar a história de vosso pecado, mas sim a raiz do pecado. Durante a confissão, o Sacerdote pode ajudá-lo caso você se sinta constrangido, mas tenha a certeza de que Deus é Pai. Após a confissão o Sacerdote aconselha o penitente, é o momento de escuta, que vem garantir para nós este amor misericordioso do Pai Celeste. Ao término da confissão, o Sacerdote dá a penitência que deve ser cumprida com muita fé e logicamente o propósito de uma mudança de vida. Após a penitencia ser dada, o Sacerdote pede para que o penitente reze o Ato de Contrição, enquanto ele concede a Absolvição dos pecados.


ATO DE CONTRIÇÃO
 

        Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem é sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo; pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudando com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.
        Ao término da sua confissão e da absolvição, volte para o seu lugar, fique diante da presença de Deus e sinta a paz interior que somente Ele pode e sabe proporcionar. Agradeça a Deus por ter recebido este Sacramento da Reconciliação, e assuma diante Dele o grande propósito de melhor aquilo que você confessou e deixou para trás. Inicie uma vida nova transformada no amor misericordioso e sinta a Sua Paz agindo no interior do seu coração. Que a sua confissão possa expressar em seu rosto a alegria... Porque Deus te Ama muito!

 

 

OS 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

 

I - Amar a Deus sobre todas as coisas.

II - Não tomar seu santo nome em vão.

III - Guardar os domingos e dias santos.

IV - Honrar pai e mãe.

V - Não matar.

VI - Não pecar contra a castidade.

VII - Não furtar.

VIII - Não levantar falso testemunho.

IX - Não desejar a mulher (marido) do(a) próximo(a).

X - Não cobiçar as coisas alheias.


OS MANDAMENTOS DA IGREJA

 

I - Participar da missa ou culto aos domingos e dias santos.

II - Confessar-se ao menos uma vez por ano.

III - Comungar ao menos pela Páscoa.

IV - Jejuar e abster-se de carne, quando manda a santa igreja.

V - Pagar o dízimo segundo o costume.

 


 

O PRIMEIRO MANDAMENTO


"Amarás o senhor teu Deus com todo o seu coração, com toda atua alma e com todas as suas forças" (Dt - 6,5).

"Adorarás o senhor teu Deus" (Mt - 4,10).


        O primeiro mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.
        Adorar a Deus, orar-lhe, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promessas e os votos que lhe foram feitos a eles são os atos da virtude de religião que relevam da obediência ao primeiro mandamento.
        O dever de prestar um culto autêntico a Deus incumbe ao homem, tanto individualmente quanto em sociedade.
        O homem deve "poder professar livremente a religião, tanto em particular quanto em público".
        A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela mostra-se particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magias.
        A ação de tentar a Deus, em palavras ou em atos, o sacrilégio, a simonia são pecados de irreligião proibidos pelo primeiro mandamento.
        Enquanto rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo de Deus, é um pecado contra o primeiro mandamento.
        O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do verbo de Deus. Não contraria o primeiro mandamento.

 


 

O SEGUNDO MANDAMENTO


   
"Não pronunciarás em vão o nome do senhor teu Deus" (Ex -20,7).


        O segundo mandamento proíbe todo o uso impróprio do nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos de maneira injuriosa.
        O juramento falso invoca Deus como testemunha de uma mentira. O perjúrio é uma falta grave contra o senhor, sempre fiel as suas promessas.
        No batismo o cristão recebe seu nome na igreja. Os pais, os padrinhos e o pároco cuidarão que lhe seja dado um nome de cristão. O patrocínio de um santo oferece um modelo de caridade e garante a sua oração.
        O cristão começa as suas orações e ações pelo sinal -da- cruz "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém".

 


 

O TERCEIRO MANDAMENTO

 

    "Lembra-te do dia de Sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o Sábado do senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho"(Ex 20,8-10).

   
"No sétimo dia se fará repouso absoluto em honra do Senhor"(Ex 31,15).


        O Sábado que representava o termo da primeira criação é substituído pelo Domingo, que lembra a criação nova, inaugurada com a ressurreição de Cristo. A Igreja celebra o dia da ressurreição de Cristo no oitavo dia, que é corretamente chamado dia do senhor, ou Domingo.
        "O Domingo... deve ser guardado em toda e Igreja como o dia de festa por excelência".
        "No Domingo e em outros dias de festa de precito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa".
        A instituição do Domingo contribui para que "todos tenham tempo de repouso e do lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa".
        Todo cristão deve evitar impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o dia do senhor.

 


 

O QUARTO MANDAMENTO


   
"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o senhor, teu Deus, te dá"(Ex 20,12).

   
"Honra teu pai e tua mãe"(Dt 5,16; MC 7,8).


        De acordo com o quarto mandamento, Deus quis que, depois dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade.
        A comunidade conjugal está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos.
        "A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar"
        Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa e obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar.
        Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos. Lembrem-se e ensinam que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.
        A autoridade pública deve respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana e as condições de exercício de sua liberdade.
        É dever dos cidadãos colaborar com os poderes civis para a edificação da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade.

 


 

O QUINTO MANDAMENTO


   
"Não matarás"(Ex20, 13).
 

        Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e semelhança do Deus vivo e santo.
        O assassino de um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e a santidade do Criador.
        A proibição de matar não ab-roga o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de prejudicar. A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum.
        Desde a concepção a criança tem direito à vida. O aborto direto, isto é, o que se quer como um fim ou um meio, é uma "prática infame
" gravemente contrária à lei moral. A igreja sanciona com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana.
        Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a sua concepção, o embrião deve ser definido em sua integridade, cuidado e curado como qualquer outro ser humano.
        A eutanásia voluntária, sejam quais forem os motivos, constitui um assassinato. È gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.
        O suicídio é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade. É proibido pelo quinto mandamento.
        O escândalo constitui uma falta grave quando por ação ou por omissão leva deliberadamente o outro a pecar.
        Por causa dos males e injustiças que toda guerra acarreta, devemos fazer tudo o que for razoavelmente possível para evitá-la. A Igreja ora: "Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor".
        A Igreja e a razão humana declaram a validade permanente da lei moral durante os conflitos armados. As práticas deliberadamente contrárias ao direito dos povos e a seus princípios universais constituem crimes.

 


 

O SEXTO MANDAMENTO


   
"Não cometerás adultério" Ex20, 14; Dt5, 17).

   
"Ouviste o que foi dito:'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração". (Mt 5,27-28).


        Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de uma maneira igual a um e outro. Cada um, homem e mulher, devem chegar a reconhecer e aceitar sua identidade sexual.
        Cristo é o modelo da castidade. Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida própria.
        A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.
        Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.
        A aliança que os esposos contraíram livremente implica um amor fiel.Impõe-lhes a obrigação de guardar seu casamento indissolúvel.
        A fecundidade é um bem, um fim do casamento. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus.
        A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso aos meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção).
        O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do casamento.

 

 

O SÉTIMO MANDAMENTO


   
"Não roubarás"(Ex20, 15; Dt5, 19).

   
"Nem os ladrões, nem os avarentos. Nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus" (1Cor 6,10).


        O sétimo mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade na administração dos terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.
        Os bens da criação são destinados a todo o gênero humano. O direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens.
        O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade razoável do proprietário.
        Toda forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem é contrária ao sétimo mandamento. A injustiça cometida exige reparação. A justiça comutativa exige a restituição do bem roubado.
        A lei moral proíbe os atos que, visando fins mercantis ou totalitários, conduzem à servidão dos seres humanos, à sua compra, venda e troca como mercadorias. O domínio concedido pelo Criador sobre os recursos minerais, vegetais e animais do universo não podem ser separados do respeito às obrigações morais, inclusive para com as gerações futuras.
        Os animais são confiados à administração do homem que lhes deve benevolência. Podem servir para a justa satisfação das necessidades do homem.
        A Igreja emite um juízo em matéria econômica e social, Quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem. Preocupa-se com o bem comum temporal dos homens em razão de sua ordenação ao Sumo Bem, nosso fim último.
        O próprio homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida econômica e social. O ponto decisivo da questão social é que os bens criados por Deus para todos de fato cheguem a todos, conforme a justiça e com bens criados por Deus para todos de fato cheguem a todos, conforme a justiça e com a ajuda da caridade.
        O verdadeiro desenvolvimento abrange o homem inteiro. O que importa é fazer crescer a capacidade de cada pessoa de responder à sua vocação, portanto ao chamamento de Deus.
        A esmola dada aos pobres é um testemunho de caridade fraterna: é também uma prática de justiça que agrada a Deus
        Na multidão de seres humanos sem pão, sem teto, sem terra, como não reconhecer Lázaro, mendigo faminto da parábola? Como não ouvir Jesus que diz: Foi a mim que deixaste de fazer.

 


 

O OITAVO MANDAMENTO


   
"Não apresentará um falso testemunho contra teu próximo". (EX 20,16).


        A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia
        O cristão deve "se envergonhar de dar testemunho de nosso Senhor (2 Tm 1,8) em atos e palavras. O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé.
        O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia.
        A mentira consiste em dizer o que é falso com intenção de enganar o próximo.
        Toda falta cometida contra a verdade exige reparação.
        A regra de ouro ajuda discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede.
        "O sigilo sacramental é inviolável. Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas"
        As artes, mas, sobretudo a arte sacra, tem em vista, �por natureza exprimir de alguma forma possível nas obras humanas à beleza infinita de Deus e procuram aumentar seu louvor e suas glórias na medida que não tiverem outros propósitos senão o de contribuir poderosamente para encaminhar os corações humanos a Deus.

 


 

O NONO MANDAMENTO


   
"Não cobiçaras a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo". (Ex 20,17)

   
"Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração". (Mt 5,28).


        O nono mandamento adverte contra a cobiça ou concupiscência carnal.
        A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança.
        A pureza do coração nos permite ver a Deus e nos permite desde já ver todas as coisas segundo Ele.
        A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, da pureza da intenção e do olhar.
        A pureza do coração exige o pudor, que é paciência, modéstia e descrição.
        O pudor preserva a intimidade da pessoa.

 


 

O DÉCIMO MANDAMENTO


   
"Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo" (Ex 20,17).


        O décimo mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida, da paixão imoderada das riquezas e de seu poder.
        A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. E um vício capital.
        O batizado combate à inveja pela benevolência, pela humildade e pelo abandono nas mãos da providência Divina.
        Os fiéis de Cristo "crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências" (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito e seguem os destinos dele.
        O desapego das riquezas é necessário para entrar no reino dos Céus.
        "Bem aventurados os pobres de coração".
        Eis o verdadeiro desejo do homem: "quero ver a Deus".
        A sede de Deus é saciada pela água da vida eterna.

 


 

O PRIMEIRO MANDAMENTO DA IGREJA

 

    "Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho".


        Para entendermos melhor o que é a missa:
        A missa é a renovação do sacrifício de Cristo na Cruz. É o mais importante ato que podemos participar, louvamos a Deus e professamos nossa fé, apresentamos nossas ofertas simbolizando toda nossa vida.
        A missa é a fonte de todos os bens. É a melhor das ORAÇÕES, é a rainha, como a chama S. Francisco de Salles.
        A missa é a mais rica fonte de bênçãos, quando participamos da Santa Missa nós participamos de vários momentos de intimidade pessoal com o próprio Jesus, as orações, as mensagens que nos são passadas nas Leituras, o Ofertório onde oferecemos tudo o que somos, queremos, nossas doações etc..., e finalizando com a Comunhão Eucarística, momento em que nós nos tornamos uma única pessoa em Jesus Cristo Ressuscitado.
        Voltando a assunto, este mandamento nós ordena a participar de uma única celebração eucarística durante o dia em que nós comemoramos a ressurreição do Senhor, o Domingo dia no qual por tradição se celebra o Mistério Pascal. Quando não for possível ir no Domingo este poderá ser substituído pela celebração do dia anterior, o qual antecipa a celebração do Mistério Pascal.
        Fazemos tantas coisas durante a semana, trabalhamos, estudamos, brincamos, saímos para nos divertir e tantas outras coisas que fazemos, tantas coisas nos são dadas durante a semana e só é necessário uma hora durante toda a semana, uma hora em um dia específico um dia no qual não trabalhamos, no qual muitas vezes ficamos sentados de frente a uma televisão vendo coisas que não nos ensinam nada, não nos fortalece em nada, que em nada vai nos ajudar quando estivermos realmente necessitados.
        E o que nos é pedido? Apenas uma hora de toda esta semana não sendo especificado nem a hora, a qual pode ser adequada às nossas necessidades.
        O que se diz em abster-se de trabalhos e negócios o Catecismo da Igreja Católica é bem claro quando completa dizendo "que possam nos impedir tal santificação", ele não nos diz que não devemos parar de trabalhar, abandonar nossos serviços, apenas que deixemos uma única hora para que possamos participar do banquete, da festa da Eucaristia, para que possamos nesta única hora reabastecermos de forças para enfrentar as dificuldades da Semana que se inicia.
        Não é justo deixarmos de fazer tudo o que fazemos apenas em 1 hora das 168 horas que nos é dada semanalmente para que possamos agradecer, louvar, pedir e acima de tudo estabelecer esta Comunhão com Jesus vivo na eucaristia, e recebermos todas as graças que são derramadas durante esta mesma?

 


 

O SEGUNDO MANDAMENTO DA IGREJA


   
"Confessar-se ao menos uma vez por ano".


        Este assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo. (CIC 2042)
        Todos nós somos pecadores, sejamos leigos, padres, bispos, nascemos todos do pecado, e pecamos todos os dias contra Deus-Pai e contra nossos irmãos, seja por pensamentos impuros, maus pensamentos, seja por atos ou omissões ou..., inúmeras são as formas de se pecar, a e Madre Santa Igreja nos pede apenas que ao menos uma única vez ao ano, reconheçamos que somos pecadores, passando por cima do nosso orgulho, do nosso ego e nos confessando, ou seja, pedindo a Deus perdão pelos nossos erros, nossas falhas e tudo mais que nos aperta o coração, e nos impede de chegarmos mais próximos de Deus.
        Quando nos confessamos nos recebemos do sacerdote o sacramento da Reconciliação, o qual nos foi dados por Cristo na Cruz, o sacramento que nos torna dignos de participarmos do Corpo e Sangue do mesmo Jesus que desceu do céu, viveu no nosso meio em forma humana de carne e osso, que sofreu, foi maltratado, condenado e sacrificado para que nós tivéssemos por meio de sua crucificação a chance de entrar no reino do céu.
        Confessar não é uma obrigação do cristão é uma graça que recebemos de Deus por meio de Cristo,
        No momento da confissão o sacerdote ao qual confessamos, se torna o próprio Cristo, este não está ali para bisbilhotar, julgar, ou condenar ninguém este é apenas uma ponte que traz a graça do Perdão de Deus. A confissão é um coisa séria e sigilosa, a qual não sairá do círculo formado pelo confessor e o sacerdote, não é uma coisa da qual devemos ter medo, pois tudo o que é necessário e reconhecer que se errou e dizer ao sacerdote o qual não lhe pedirá nenhum detalhe do que foi feito, somente o necessário para entender e poder lhe dar as instruções (conselhos) para a verdadeira reconciliação.

 


 

O TERCEIRO MANDAMENTO DA IGREJA


   
"Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição".


        Garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia Cristã. (CIC 2042)
        Para podermos entender um pouco mais sobre o que é a Eucaristia vamos meditar um pouco!
        O próprio Jesus disse em João 6-48: "Eu sou o pão da vida. Se alguém comer deste pão viverá eternamente".
        A Eucaristia é o sacramento que contém sob as espécies de pão e vinho, verdadeiro e substancialmente presente, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, para alimento de nossas almas. É o sacramento do Amor. É o dom dos dons feito aos homens pelo amor extremo do Coração de Jesus.
        Deus sendo riquíssimo, não teve coisa maior para oferecer, dando-nos a Eucaristia. S. Agostinho.
        Na Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa e o Pão Vivo que dá vida aos homens. Vat. II
        A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de todas as enfermidades. Cura os vícios, reprime as paixões, vence as tentações, comunica maior graça e virtude, confirma na fé, fortalece a esperança inflama e dilata a caridade. Imitação de Cristo.
        Como vimos grandes são as graças que recebemos, na Eucaristia e a Madre Santa Igreja nos pede apenas para que comunguemos, ao menos uma vez ao ano, de preferência pela Páscoa da Ressurreição do Senhor. Este mandamento é bem claro quando diz: "ao menos uma vez", no mesmo Catecismo da Igreja Católica (CIC) no número 1389 recomenda vivamente ao fiéis que recebam a santa Eucaristia todos os domingos e dias festivos, ou ainda com maior freqüência.
        Isto quer dizer que nós pecadores, leigos podemos e devemos participar mais das Santas Ceias que são realizadas todos os dias em nossas Igrejas.
        Nós os Católicos, somos, talvez, a única religião onde podemos receber o Corpo e o Sangue de Jesus todos os dias da semana, e podemos ainda encontrar a este mesmo Cristo Jesus exposto para adoração, louvor, podermos pedir e até agradecer, na presença viva na Eucaristia em diversas Igrejas onde se encontra exposto, e em todas as Igrejas nos sacrários.
        Mas para podermos receber dignamente esta verdadeira Eucaristia e necessário estar purificados de todo coração, e necessário termos nos preparado antes pelo Sacramento da Reconciliação.
        Quando uma alma recebe dignamente a comunhão fica de tal modo transformada e mergulhada no amor divino, que não é mais reconhecível em suas ações e palavras. Sto. Cura D'Ars.
        Se compreendêssemos bem o valor da comunhão, evitaríamos as menores faltas, para termos a felicidade de a receber melhor possível, conservaríamos a nossa alma sempre pura. Sto. Cura D'Ars.

 


 

O QUARTO MANDAMENTO DA IGREJA


   
"Jejuar e Abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja".


        Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração. (CIC 2043)
       Como diz o CIC o ato de jejuar e abster-se de carne, bem como refrigerantes, bebidas alcoólicas e demais outras formas de jejuar, tem como finalidade fazer com que nós tenhamos controle sobre nossos instintos, sobre nossos desejos e nosso coração buscando a santidade da carne e da alma.
       Quando abrimos mão de coisas habituais estamos dando um pequeno passo para a verdadeira entrega, ao abandonarmos nossos vícios estamos dando um salto para a santificação de nosso ser.
       São Francisco de Assis abriu mão de tudo o que tinha para viver uma vida de doação, de serviço em favor dos irmãos mais necessitados, vivendo uma vida de pobreza, de jejum e penitência conseguiu a santificação e tornou-se digno de habitar o céu junto a Deus-Pai e todos os Santos.
       Não fazer o que sempre fazemos no dia-a-dia é acima de tudo um desafio pessoal, conseguir e um a conquista pessoal que vale a pena apesar de todas as dificuldades.
       Mas que festas são estas?
       Em especial é o tempo da quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor, mas jejuar e abster-se não só de carne como de tudo o que nos é comum, como TV, festas, entre outros não tem data especial.
       Sempre que se procura buscar a santidade, a sabedoria e demais dons do Espírito sempre exigem de quem os busca um sacrifício de sua vida, de seus modos e até mesmo de sua vida pessoal passando por mudanças de hábitos e chegando até a forma de encarar as coisas.
       Viver a Santidade em nossas Vidas é um grande desafio que tentamos a todo momento vencer.

 


 

O QUINTA MANDAMENTO DA IGREJA


   
"Ajudar a Igreja em suas necessidades".


        Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades.(CIC 2043)
       Este mandamento, nos faz lembrar das necessidades materiais que a Igreja têm, e pede que cada um colabore conforme sua possibilidade, sendo em material (produtos de limpeza, material de secretaria, vestuário, etc...), humano (limpeza, manutenção elétrica, hidráulica, entre outras) ou contribuindo financeiramente com o Dízimo.
        Toda Igreja, seja a Católica ou Protestantes, pedem o dízimo aos fiéis justamente para arcar com suas despesas.
        O mesmo Catecismo nos lembra que "desde o início, os cristãos levam, com o pão e o vinho para a Eucaristia, seus dons para repartir com os que estão em necessidade." Este costume da coleta, sempre atual, inspira-se no exemplo de Cristo que se fez pobre para nos enriquecer.
        Os que possuem bens em abundância e o desejam, dão livremente o que lhes parece bem, e o que se recolho é entregue àquele que preside. Este socorre os órfãos e viúvas e os que, por motivo de doença ou qualquer outra razão, se encontram em necessidade, assim como os encarcerados e os imigrantes; numa palavra, ele socorre todos os necessitados" (CIC 1351).
        Como podemos ver neste texto, a Igreja não tem despesas somente com Casa de Deus, mas ela apóia e mantém muitas obras que dependem desta colaboração que nos é pedido, se você nunca ouviu falar em nenhuma obra que a sua Igreja apóia procure se informar nas secretarias e você verá que tudo o que entra sai, e as vezes vai para bem próximo de nós...
        Faça a sua parte colabore, da maneira que ti é possível e Deus em sua infinita bondade lhe recompensará, experimente!

 

 

DEVOÇÃO A MARIA


        O dogma da assunção de Maria foi proclamado pelo papa Pio XII, no ano de 1950. Desde os primeiros séculos, a Igreja professou a fé na assunção de Maria em corpo e alma à glória celestial.
        "Nossa mãe Maria está na glória. Deus quis que a mãe de seu Filho fosse imaculada desde a sua conceição e que fosse assumida na glória do paraíso com corpo e alma. Maria é figura da Igreja na qual vivemos, cujo destino último é a mesma glória na qual vive Maria. A Senhora da Glória intercede junto a seu filho por todos os seus e pela Igreja, que é comunidade marcada de santidade, mas composta ainda de pecadores que precisam de purificação. Mas da glória atrai os homens e as mulheres para o destino último que é o céu".

 


 

O QUE É O ROSÁRIO OU O TERÇO?


        Você já deve ter-se perguntado, qual a diferença entre o Terço e o Rosário pois bem, um Rosário completo era o conjunto de 150 Ave-Marias, ou seja, 15 mistérios contemplados desde a anunciação do anjo Gabriel até a coroação de Maria como Rainha do Céu e da terra, isso, a um tempo atrás, pois o Papa João Paulo II, no dia 16/10/02, acrescentou a ele os Mistérios Luminosos, pela Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, logo, hoje, um Rosário completo é formado por quatro mistérios ou terços. O Terço como o próprio nome diz se trata da terça parte do antigo Rosário, ou seja, 50 Ave-Marias ou 5 mistérios. Hoje, temos então, o Rosário dividido em quatro partes: A primeira parte os Mistérios Gozosos, a segunda parte os Mistérios Luminosos, a terceira parte os Mistérios Dolorosos e por fim os Mistérios Gloriosos.

Oferecimento do Terço
        Divino Jesus, nós vos oferecemos este Terço que vamos rezar, meditando nos mistérios de nossa redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.
        Oferecemos, particularmente, em desagravo dos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, pela paz do mundo, pela conversão dos pecadores, pelas almas do purgatório, pelas intenções do Santo Padre, pelo aumento e pela santificação do clero, pelo nosso vigário, pela santificação das famílias, pelas missões, pelos doentes, pelos agonizantes, por aqueles que pediram nossas orações, por todas as nossas intenções particulares e pelo Brasil.
        Em seguida, segurando a cruz do Terço, reza-se o Credo. Depois, em homenagem à Santíssima Trindade, reza-se um Pai-nosso, Três Ave-Marias e um Glória ao Pai seguido da Jaculatória:     Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.

Mistérios Gozosos (segundas e sábados):
        1°-Anunciação do anjo Gabriel a Nossa Senhora (Lc 1,26-38).
        2°-Visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel(Lc 1,39-56).
        3°-Nascimento de Jesus Cristo em Belém (Lc 2,1-21).
        4°-Apresentação do menino Jesus no Templo (Lc 2,22-40).
        5°-Encontro de Jesus no Templo entre os doutores da Lei (Lc 2,41-52).

Mistérios Luminosos (quintas-feiras):
        1º-Batismo de Jesus no Jordão (Mt 3,13-17).
        2°-Milagre de Jesus nas Bodas de Caná (Jn 2,1-11).
        3°-Proclamação do Reino de Deus e convite à conversão (Mc 1,14-15).
        4°-Transfiguração de Jesus (Lc 9,28-35).
        5°-Instituição da Eucaristia (Mc 14,22-24).

Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras):
        1°-Agonia Mortal de Jesus no horto das Oliveiras (Mt 26,36-46).
        2°-Flagelação de Jesus atado à coluna (Mt 27, 26-31).
        3°-Coroação de espinhos de Jesus por seus algozes (Mt 27,29).
        4°-Subida dolorosa do Calvário (Jo 19,17-24).
        5°-Crucificação e morte de Jesus (Jo 19,18-37).

Mistérios Gloriosos (quartas e domingos):
        1°-Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20,1-18).
        2°-Ascensão gloriosa de Jesus Cristo ao céu (Lc 24,50-53).
        3°-Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (At 2,1-13).
        4°-Assunção gloriosa de Nossa Senhora ao céu (Sl 44,11-18).
        5°-Coroação de Nossa Senhora no céu (Ap 12,1-4).

 


 

BREVE HISTÓRIA DO ROSÁRIO


        Durante os primeiros séculos do cristianismo, o saltério de Davi, de 150 salmos, era de uso corrente. A antiga prece judia passara a ser também a prece cristã, e as comunidades a recitavam em latim, língua habitual da época.
        Por volta do século IX, os monges irlandeses, considerando que a recitação dos salmos em latim pelos fieis incultos era impossível, imaginaram substituí-los por 150 Pais-nossos, utilizando um cordãozinho com os nós correspondentes para que fosse mais fácil contá-los.
        Naquele tempo, a Ave-Maria ainda não era conhecida. Os livros de oração não a mencionavam. Foi preciso esperar dois séculos para vê-la em uso: primeiro a saudação do anjo (século X) e depois a de Santa Isabel (século XI). Somente no fim do século XI começou a ser rezado o "Saltério das 150 Ave-Marias", quase sempre acompanhado conforme o costume do tempo, de genuflexões, prostrações, braços em cruz etc.
        Por essa mesma época aparece o "Saltério dos 150 enunciados e fé sobre Nosso Senhor Jesus Cristo". Conjunto de textos da Bíblia relacionados a certos momentos da vida de Nosso Senhor, essa oração rapidamente se torna uma vida meditada de Cristo.
        Começa também a ser rezado, nessa mesma ocasião, um "Saltério de 150 louvores de Nossa Senhora", meditação sobre a vida da Santíssima Virgem semelhante à oração anterior, composta também por textos da Sagrada Escritura.
        Temos, assim, no tempo de São Domingos (séc. XIII), quatro "Saltérios" de uso popular:
        O dos 150 Pais-nossos;
        O das 150 Ave-Marias;
        O da "Vida de Nosso Senhor";
        O da "Vida de Nossa Senhora".
        Nosso Rosário atual é o resultado da combinação desses quatro "Saltérios", o que porém, não aconteceu de uma só vez, mas depois de várias tentativas arranjos e substituições.
        No séc. XV, o dominiciano Alano de La Roche dá aos vários elementos o essencial da forma atual do Rosário, isto é, quinze vezes dez Ave-Marias separadas por um Pai-nosso, cada dezena dedicada à meditação de um acontecimento da vida de nosso Senhor ou da Santíssima Virgem. De La Roche lança ainda as "Confrarias do Rosário", mas a evolução não parou por aí.
        No Século XVII, a segunda parte da Ave-Maria, "Santa Maria, Mãe de Deus". No século Seguinte, um "Glória ao Pai..." vem encerrar cada dezena.
        Em nossos dias começa a se propagar a oração dita "de Fátima", rezada depois do "Gloria ao Pai".
        O simples cordão com 10, 50 ou 150 nós dos monges irlandeses vai se fechar, tornar-se uma coroa (de rosas) e passar a ser, habitualmente, uma correntinha com pequenas contas: cinco dezenas, isto é, um terço do Rosário completo. Bem recentemente apareceu um apêndice: uma pequena cruz, à qual a devoção popular ligou a recitação de um "creio em Deus Pai..."; em seguida vem uma conta separada e mais três unidas, espécie de rosário para pessoas apressadas, cada conta representando um terço inteiro.
        Como esclarece este resumo, é necessário a meditação das vidas de Nosso Senhor e da Santíssima Virgem é essencial à sua recitação. É por essa meditação que nos aproximamos sempre mais de Cristo e de sua Santa Mãe.
        A instituição canônica das Confrarias do Rosário está confiada hoje, na Igreja, ao mestre geral dos dominicanos.

 


 

ROSÁRIO DO CORAÇÃO DE MARIA


Início:

        Em honra das cinco Santas Chagas de Nosso Salvador, faz-se cinco vezes seguidas o sinal-da-cruz.
 

Nas contas grandes:
        Coração Doloroso e Imaculado de Maria, rogai por nós que recorremos a vós.

Nas contas pequenas:
        Mãe, salvai-nos pela Chama de Amor de Vosso Coração Imaculado!

Para terminar reza-se três vezes:
        Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

        Mãe de Deus, derramai sobre a humanidade inteira as graças eficazes da Vossa Chama de Amor, agora e na hora de nossa morte. Amém.

        Lembrai-vos, ó piedosíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que alguém que tivesse recorrido a Vossa proteção, implorado Vosso socorro, invocado o Vosso auxílio, fosse por Vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança em Vós, ó Virgem entre todas singular, como minha Mãe recorro; de Vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, prostro-me a Vossos pés.

        Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Filho de Deus, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de alcançar o que Vos rogo. Amém.

 


 

ROSÁRIO DE SÃO MIGUEL ARCANJO


        Promessas do Arcanjo São Miguel a quem reza diariamente o seu Rosário
        Em Portugal, numa aparição a uma ilustre serva de Deus, Antônia d'Astonoac, de coração dedicada ao culto do glorioso São Miguel, este santo Arcanjo declarou-lhe que desejava que fizessem em sua honra nove saudações correspondentes aos nove coros dos anjos, que consistiriam na recitação de um Pai-nosso e três Ave-Marias em hora de cada um daqueles coros.
        Em retribuição que lhe rendesse este culto, prometeu um cortejo de nove anjos durante todo o decurso da vida sempre que se aproximasse da Santa Mesa Eucarística, e depois da morte a libertação do purgatório para si e seus parentes.

        Modo de rezar este Rosário:
        Sobre a Medalha, diz-se:
        V.: Deus, vinde em nosso auxílio.
        R.: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
        Gloria ao Pai....
        Depois, deixando para o fim as quatro contas que seguem a medalha, toma-se a primeira conta grande do Rosário e reza-se a primeira saudação.

Primeira Saudação:
        Saudamos o primeiro coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Serafins, para que o Senhor nos torne dignos de ser abrasados de uma perfeita caridade. Amém (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Segunda Saudação:
        Saudamos o segundo coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e dos coros celestes dos Querubins, para que o Senhor nos conceda a graça de fugir do pecado e procurar a perfeição cristã. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Terceira Saudação:
        Saudamos o terceiro coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Tronos, para que Deus derrame em nosso coração o Espírito de verdadeira e sincera humildade. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Quarta Saudação:
        Saudamos o quarto coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das Dominações, para que o Senhor no conceda a graça de dominar nossos sentidos e de nos corrigir de nossas más paixões. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Quinta Saudação:
        Saudamos o quinto coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das Potestades, para que o Senhor se digne proteger nossas almas contra as ciladas e tentações do demônio. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Sexta Saudação:
        Saudamos o sexto coro de Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro admirável das Virtudes, para que o Senhor não nos deixe cair em tentação, mas que nos livre de todo mal. Amém.(um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Sétima Saudação:
        Saudamos o sétimo coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Principados, para que o Senhor encha nossas almas do Espírito de uma verdadeira e sincera obdiência. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Oitava Saudação:
        Saudamos o oitavo coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Arcanjos, para que o Senhor nos conceda o dom da perseverança na fé nas obras, a fim de que possamos chegar a possuir a glória eterna do Paraíso. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

Nona Saudação:
        Saudamos o nono coro dos Anjos pedindo, pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos Anjos, para que sejamos guardados por eles nesta vida mortal e por eles conduzidos à glória eterna do Céu. Amém. (um Pai-nosso e três Ave-Marias; Glória ao Pai)

        Ao final, reza-se:
        Um Pai-nosso em hora de São Miguel Arcanjo.
        Um Pai-nosso em hora de São Gabriel.
        Um Pai-nosso em hora de São Rafael.
        Um Pai-nosso em hora de nosso Anjo da Guarda.

        Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo, vós, cuja excelência e virtude são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos com confiança, e fazei por vossa incomparável proteção que nos adiantemos cada dia mais na fidelidade e na perseverança em servir a Deus.

        V.: Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.

        R.: Para que sejamos dignos de suas promessas.

 


 

TERÇO DA DIVINA CHAMA


        Faz-se o sinal-da-cruz e reza-se o Credo e três Ave-Marias.

        Nas contas grandes:
        Rezar o Pai-nosso.

        Nas contas pequenas:
        Vinde, Espírito, sede a nossa força e o nosso entendimento.

        Ao final:
        Vinde, Espírito Santo, fazei de nós receptáculos de vossos dons, para que possamos fornecer a nossos irmãos o caminho seguro nestes tempos confusos.

        Em nome do Pai, do Filho e pelo Espírito Santo, Amém.

 


 

TERÇO DA PROVIDÊNCIA


        Início:
        Reza-se o Credo...

        Nas contas grandes:
        Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará!

        Ao final:
        Vinde, Maria, chegou o momento, Valei-nos agora e em todo tormento. Mãe da Providência, prestai-nos auxílio no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois Mãe de Amor e de Bondade, agora que é grande a necessidade.

 


 

TERÇO DE SÃO JOSÉ


        Mistérios:
       1° - Encontro de Maria e José e o noivado.
       2° - Informado pelo Anjo José sabe de agora em diante que Maria será a Mãe do Salvador.
       3° - No presépio de Belém, José e Maria adoram o Filho de Deus.
       4° - Para escapar do massacre dos inocentes ordenado pelo rei Herodes, José foge para o Egito com Jesus e Maria.
       5° - Após a morte do rei Herodes, José retorna a Nazaré com Jesus e Maria.

        Nas contas grandes:
        Meu Glorioso São José, em vossas maiores aflições e tribulações, o Anjo não vos valeu?

       Valei-me, São José!
        Nas contas pequenas
        São José, valei-me!
        Oração de Oferecimento ao final
        A vós, glorioso São José, ofereço este Terço em louvor e glória a Jesus, Maria e a vós, para que sejais minha luz, meu guarda, meu guia, minha proteção, defesa, amparo, fortaleza e alegria em todos os meus trabalhos, tribulações e agonias.
        Pelo nome de Jesus e pela glória de Maria, imploro o vosso poderoso patrocínio, para que me alcanceis a graça que tanto desejo.
        Falai em meu favor, advogai a minha causa, diante de Cristo, no Céu, na terra, e alegrai a minha alma, para honra e glória de Jesus, de Maria e vossa. Amém.
        Glorioso Patriarca São José, rogai por nós.

 


 

PORQUE TANTOS TERÇÕES E ROSÁRIOS?


        Agora já pudemos entender que a oração meditada com a ajuda de cordões com um número menor ou maior de contas já é uma tradição de séculos e também faz parte de nossa história, das maneiras ricas e criativas que nosso povo foi buscando para relacionar-se com Deus em suas mais diversas formas de devoção.
        Conta-se que Nossa Senhora, numa época de muitas heresias, apareceu a São Domingos para lhe ensinar o Rosário conforme o rezamos hoje, como forma eficaz de combater as ofensas de então.
        A virgem Maria Valeu-se de algo que o Espírito Santo já havia inspirado no coração dos fiéis. Como pedagoga, orientava seu povo a dirigir aquela forma de oração de maneira a socorrer a Igreja em sua necessidade presente.
        Podemos dizer então que nossos terços e rosários não são meras invenções vazias de uma espiritualidade qualquer, mas um resgate de nossa própria espiritualidade, hoje alimentada por este novo Pentecostes que nos faz, mais uma vez, reviver o berço de nossa fé.

 

 

ORAÇÃO PREPARATÓRIA

 

"Via-sacra é reviver o caminho doloroso que Jesus fez para nos salvar, é um memorial, um testemunho da certeza que temos de que a vida sempre prevalecerá sobre a morte."


       Ó doce Jesus, amo-vos porque sois infinitamente bom. Pesa-me, de todo o coração, vos ter ofendido, a vós, que sois meu sumo bem.
       Ofereço-vos este piedoso exercício em memória do que sofrestes no caminho do Calvário, por amor de mim, que sou indigno pecador. Aplico as indulgências que faço tenção de ganhar, a mim e às benditas almas do purgatório, especialmente às que sou obrigado de justiça e caridade. Amém.

 


 

I ESTAÇÃO - JESUS É CONDENADO À MORTE


       Por sentença de Pilatos o Senhor do céu e da terra foi despido, preso a uma coluna, açoitado com rigor, vestido de zombaria, escarnecido, coroado com penetrantes espinhos, e finalmente, condenado à morte.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R.- Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

       Ó meu Jesus, foram meus pecados que à morte vos levaram. Livrai-me por ela da sentença da morte eterna, que tantas vezes mereci.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

II ESTAÇÃO - JESUS TOMA A CRUZ AOS OMBROS


       Puseram sobre os ombros magoados e ensanguentados do Senhor o pesado lenho da cruz, para, no Calvário, cercado de algozes, ser nele pregado.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

       Ó meu Jesus, foram meus pecados que à morte vos levaram. Livrai-me por ela da sentença da morte eterna, que tantas vezes mereci.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

III ESTAÇÃO - JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ


       Jesus, fatigado do caminho e enfraquecido pela perda de sangue da cruel flagelação e coroação de espinhos, cai sob o peso da cruz, abrindo-se de novo as feridas e chagas.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

       Foi o peso enorme de meus pecados que vos prostou, ó meu Jesus; quero detestá-los para sempre e deles peço perdão.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

IV ESTAÇÃO - JESUS ENCONTRA A SUA AFLITA MÃE


        Indo o amantíssimo Jesus com a cruz em seus ombros, preso com uma grossa corda ao pescoço, em tão lastimoso estado encontrou sua mãe triste e aflita.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó aflitíssimo Jesus! Ó virgem dolorosa! Fui eu quem com meus pecaados dei causa às vossas dores. Fazei que eu tenha vivo arrependimento deles e os chore até o derradeiro suspiro.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

V ESTAÇÃO - SIMÃO CIRINEU AJUDA JESUS A LEVAR A CRUZ


        Obrigaram a Simão Cirineu a ajudá-lo a levar a crua, não movidos por caridade, mas temendo que Jesus no caminho morresse, pois queriam crucificá-lo vivo, para fazê-lo mais padecer.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó amorosíssimo Senhor, quem me dera que eu vos ajudasse a levar a cruz. Fazei que eu de boa mente suporte as cruzes e penas desta vida por amor de vós e em expiação de meus pecados.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

VI ESTAÇÃO - VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS


        Verônica, vendo coberto de escarros, poeira, suor e sangue o rosto de Jesus, rompe as fileiras de bárbara soldadesca e limpa-o com uma toalha,, na qual ficou estampado o retrato do Senhor.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó benigníssimo Jesus, dos filhos dos homens o mais belo! A que estado vos reduziu vosso amor por mim! Rogo-vos esqueçais minhas ofensas e imprimais em minha alma a lembrança de vossos cruéis sofrimentos.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

VII ESTAÇÃO - JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ


       Jesus cristo cada vez mais enfraquecido e debilitado, cai a segunda vez em terra por lhe faltarem de todo as forças, e porque o grande peso da cruz lhe tinha feito uma penosa chaga no ombro.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        São as recaídas, ó meu Jesus, que vos fizeram cair de novo cair em terra. Dai-me a graça de não tornar a cair para o futuro.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

VIII ESTAÇÃO - JESUS EXORTA AS MULHERES DE JERUSALÉM


       Começam a chorar de sentimento umas piedosas mulheres de Jerusalém, por verem a Jesus em tão lastimoso estado. O salvador, ocupando-se delas bondosamente, recomenda-lhes: "Não choreis por mim, mas sobre vós e vossos filhos".

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

       Quem dera, Jesus, que se abrissem meus olhos em lágrimas para chorar por mim e por vós. Por mim, o muito que vos tenho ofendido; por vós, o muito que vos vejo padecer por meu amor.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

IX ESTAÇÃO - JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ


       O pobre Jesus, quase morto e não podendo já ter-se em pé, cai terceira vez com a cruz em terra, chegando a ferir nas pedras seu santíssimo rosto.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó meu Jesus, reconheço que as reincindências nas minhas culpas são a causa de vossas repetidas quedas. Ajudai-me a não cair mais em pecado.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

X ESTAÇÃO - JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES


        Arrancaram o castíssimo Jesus, à vista de grande multidão de espectadores, as vestes, pegadas pelo sangue e tantas chagas que lhe cobriam o sagrado corpo, e deram-lhe a beber vinagre e fel.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó Jesus, para me restituirdes o vestido nupcial da graça e inocência, consentis que vos dispam à vista de inumerável povo. Perdoai-me e preservai-me do pecado, especialmente de toda a impureza.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

XI ESTAÇÃO - JESUS É PREGADO NA CRUZ


        Obedecendo o Senhor aos algozes, estendeu-se sobre a cruz, e eles, com fortes pancadas de martelo, cravaram os pregos em suas mãos e pés, rasgando suas carnes e veias, deslocando seus ossos, derramando seu sangue em rios e esgotando-lhe todas as forças.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó meu Jesus, pelas mortais angústias que sofrestes na crucificação, fazei que eu mortifique minha carne com todas as suas vontades.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

XII ESTAÇÃO - JESUS MORRE NA CRUZ


        O redentor do mundo, depois de três horas de tormentosa agonia, entre insultos e blasfêmias dos espectadores, exala o último suspiro.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó meu Jesus, eis o cruel algoz que vos matou: fui eu Senhor; meus pecados foram outros tantos punhais que vos tiraram a vida. Perdoai-me vós, que tendes os pés atados para me esperar, os braços estendidos, para me receber, a cabeça inclinada, para me dar um beijo de paz e reconciliação.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

XIII ESTAÇÃO - JESUS É DESCIDO DA CRUZ


        Maria Santíssima recebe em seus braços o corpo de seu divino filho; contempla seu rosto pálido, ensangüentado e desfigurado; vê-lhe os olhos extintos, a boca fechada, o peito, as mãos e os pés transpassados.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó Maria, aflita mãe, sou eu que devo chorar, por ser o culpado nos tormentos do vosso filho e nas vossas dores. Dignai-vos obter-me perdão e concedei-me adorar em vossos braços meu Redentor.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

XIV ESTAÇÃO - JESUS É DEPOSITADO NO SANTO SEPULCRO


        O sacratíssimo corpo do Redentor, depois de ser ungido, foi depositado no sepulcro por Maria Santíssima e outros fiéis que a acompanharam no piedoso enterro de seu divino filho.

       V. - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
       R. - Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

        Ó Maria, mãe dolorosa, acrescentei com minha ingratidão novos tormentos à vossa soledade. Prosto-me hoje arrependido a vossos pés, pedindo-vos perdão de minhas culpas. Sede minha protetora junto de vosso filho e recebei-me em vossos braços na hora da minha morte.

       V. - Meu Jesus, misericórdia
       R. - Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

 


 

ORAÇÃO FINAL


        Ó Jesus, redentor e salvador meu, conheço e confesso que, ainda que vos amara com amor que vos têm os justos, santos e serafins, não corresponderia ao amor com que por mim destes a vida. Mas, ai de mim! Quantas vezes o ofendi! Pesa-me de não vos ter amado, mas desprezado e ofendido. Proponho firmemente emendar-me e nunca mais pecar. Ó Maria, minha mãe, intercedei por mim junto ao trono de vosso divino filho.

    Amém.

 

 

ATO DA FÉ


        Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
        Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar e que ao terceiro dia ressuscitou.
        Creio tudo mais que crê e ensina a Igreja de Cristo, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença quero viver e morrer. Senhor, aumentai a minha fé!

 

ATO DA ESPERANÇA


        Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque sois sumamente bom e poderoso e o prometestes a quem observar o Evangelho de Jesus, como eu proponho fazer com o vosso auxílio.

 

ATO DA CARIDADE


        Eu vos amo, meu Deus , de todo coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo que vos ofender. Por vosso amor, amo o meu próximo como a mim mesmo.

 

ATO DA CONTRIBUIÇÃO


        Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa graça, fazer penitência e fugir às ocasiões de pecar. Senhor, tende piedade de mim, pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador.

 

PEQUENO ATO DE CONTRIÇÃO


        Meu Deus, eu me arrependo de todo coração de vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo, com a vossa graça, nunca mais pecar.
        Meu Jesus, misericórdia!